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Quem é a primeira mulher condenada à morte no Irã por conta dos protestos ocorridos no país

Entenda a escalada dos protestos no Irã O Irã anunciou nesta terça-feira (14) que mais quatro manifestantes foram condenados à morte por causa dos protestos...

Quem é a primeira mulher condenada à morte no Irã por conta dos protestos ocorridos no país
Quem é a primeira mulher condenada à morte no Irã por conta dos protestos ocorridos no país (Foto: Reprodução)

Entenda a escalada dos protestos no Irã O Irã anunciou nesta terça-feira (14) que mais quatro manifestantes foram condenados à morte por causa dos protestos ocorridos no país no início do ano. Um deles é Bita Hemmati, primeira mulher que será enforcada por sua participação no levante popular contra o regime iraniano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Irã: confira a linha do tempo dos protestos O Irã já executou sete pessoas ligadas a esses protestos, que, segundo ativistas, foram reprimidos com uma violência que deixou milhares de mortos e dezenas de milhares de detidos. As manifestações, inicialmente motivadas pelo alto custo de vida, rapidamente se transformaram em uma mobilização nacional contra o governo, atingindo seu ponto mais alto nos dias 8 e 9 de janeiro. Grupos de direitos humanos acusam a República Islâmica de usar a pena de morte como ferramenta de repressão para espalhar medo na sociedade e temem que o número de execuções dispare após a guerra contra Israel e os Estados Unidos. Carros são incendiados durante protesto em Teerã, capital do Irã, no dia 8 de janeiro de 2026 West Asia News Agency/Reuters Os quatro condenados foram considerados culpados de atuar em nome dos Estados Unidos. Entre eles está uma mulher, o que seria um fato sem precedentes em relação a esses protestos. A Iran Human Rights (IHR) e a Together Against the Death Penalty (ECPM) afirmaram neste mês, em seu relatório anual conjunto, que pelo menos 1.639 pessoas foram executadas no Irã em 2025, entre elas 48 mulheres. Além dos sete já executados por causa dos protestos, sentenças de morte foram pronunciadas contra pelo menos outras 26 pessoas pelas manifestações, e várias centenas mais enfrentam acusações que podem levá-las à pena capital, advertiu a IHR.