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VÍDEO: Mulher é esfaqueada na rua e morta por ex-namorado quase um ano após acusá-lo de agressão

Mulher é esfaqueada e morta por ex-namorado quase um ano após acusá-lo de agressão em SP Uma mulher morreu na manhã deste domingo (4) após ser esfaqueada ...

VÍDEO: Mulher é esfaqueada na rua e morta por ex-namorado quase um ano após acusá-lo de agressão
VÍDEO: Mulher é esfaqueada na rua e morta por ex-namorado quase um ano após acusá-lo de agressão (Foto: Reprodução)

Mulher é esfaqueada e morta por ex-namorado quase um ano após acusá-lo de agressão em SP Uma mulher morreu na manhã deste domingo (4) após ser esfaqueada pelo ex-namorado, na noite do dia anterior, na Rua dos Tapes, no bairro da Liberdade, região central de São Paulo. Quase um ano antes, a vítima havia acusado o homem por agressão. A Justiça tinha dado medida protetiva para ela (saiba mais abaixo). O crime ocorreu por volta das 23h40 de sábado (3) e foi gravado por câmeras de segurança. As imagens circulam nas redes sociais (veja vídeo acima). O agressor fugiu e foi preso pela polícia 12 horas depois, já na tarde de domingo. Ele foi indiciado por feminicídio e descumprimento de medida protetiva no contexto de violência doméstica. Carla Carolina Miranda da Silva era auxiliar de cozinha e tinha 39 anos. De acordo com a Polícia Civil, quem a atacou e matou foi José Vilson Ferreira, chapeiro de 29 anos. A equipe de reportagem não conseguiu localizar a defesa do preso para comentar o assunto. As imagens das câmeras, que foram analisadas pela polícia, mostram que o crime ocorreu em via pública. É possível ver José aguardando a vítima escondido atrás de um veículo. Quando Carla caminha pela calçada, o homem sai e a aborda com uma faca. A mulher tenta correr, mas não consegue fugir do agressor. Ele a segura e dá vários golpes de faca. As imagens são fortes. Cinco facadas Homem que esfaqueou e matou ex-namorada foi preso e indiciado por feminicídio Reprodução/Redes sociais A vítima sofreu cinco facadas no total, segundo o boletim de ocorrência do caso. Teve dois ferimentos profundos no braço esquerdo, um no braço direito e outros dois superficiais na barriga. Carla foi levada de ambulância ao Hospital das Clínicas da USP, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a polícia, José namorou a vítima e tinha histórico de violência doméstica contra ela. Em 30 de janeiro de 2025, ele foi acusado por lesão corporal, ameaça e injúria contra Carla. A mulher obteve medidas protetivas que estavam em vigor no momento do crime e determinavam que ele não poderia se aproximar dela. Mas o homem foi atrás dela. O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) como feminicídio (assassinato de gênero contra mulher) e descumprimento de medida protetiva. Policiais não deram mais detalhes dos motivos e circunstâncias do crime. Prisão decretada Carla Silva (à esquerda) tenta correr, mas José Ferreira corre com uma faca (no centro) atrás dela. Homem a esfaqueou e matou. Depois foi preso pela polícia Reprodução/Redes sociais/Divulgação/Polícia Civil A Justiça decretou a prisão preventiva de José, que foi pego pela polícia escondido numa casa em São Paulo. Ele deverá passar por audiência de custódia na Justiça na segunda-feira (5). O irmão de José também foi detido pela polícia por suspeita de ajudar o chapeiro a se esconder. Seu nome não foi divulgado pelas autoridades. Também não há confirmação se ele continua preso. A equipe de reportagem tenta localizar as defesas deles para comentarem o assunto. As autoridades também não souberam informar quando será o velório de Carla e nem onde ocorrerá. Feminicídios O que é feminicídio? A cidade de São Paulo registrou recorde de feminicídios em 2025. Foram 58 mulheres mortas entre janeiro e novembro, um aumento de 70% em comparação com o mesmo período em 2023, quando 34 mulheres foram vítimas. No ano todo, foram 233 casos de feminicídios registrados, o que representa uma alta de 19% em relação ao período de 11 meses em 2023, segundo dados da Secretaria Estadual da Segurança Pública. Por dia, pelo menos 2 mulheres foram vítimas de tentativa de feminicídio no estado de São Paulo, no período de janeiro a novembro do ano passado. Em 2023, foram registradas 424 tentativas. Depois, em 2024, foram 646. Já em 2025, 677 mulheres sofreram tentativas de feminicídio. O que representa um aumento de 59% nos últimos dois anos. Medidas protetivas Dados sobre furto e feminicídio na capital paulista Cresceu em 26% o número de pedidos de medidas protetivas concedidas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) , no período de janeiro a novembro dos últimos dois anos. Em 2025, foram 106.982 pedidos concedidos. No ano anterior, 2024, foram 94.381. Já em 2023, o TJ concedeu 84.563 medidas protetivas. As medidas protetivas são ordens judiciais que proíbem aproximação e contato do agressor, além de proporcionar auxílio, acompanhamento e proteção à vítima. Os pedidos são analisados pelo Judiciário em até 48 horas. Ela está prevista nos artigos 22, 23 e 24 da Lei Maria da Penha.