USS Abraham Lincoln: conheça o porta-aviões enviado por Trump ao Oriente Médio para pressionar o Irã
Trump pressiona Irã por acordo e Teerã devolve ameaça O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln ao ...
Trump pressiona Irã por acordo e Teerã devolve ameaça O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln ao Oriente Médio. A embarcação, acompanhada do grupo de ataque, chegou à região na segunda-feira (26). O objetivo da movimentação é pressionar o Irã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: Trump afirmou que estava enviando uma “grande força” ao Oriente Médio para monitorar o Irã “muito de perto”. O deslocamento ocorreu em meio à repressão do governo iraniano contra manifestantes que protestavam no país. O presidente dos EUA disse que o envio do porta-aviões foi feito por “precaução”. Segundo Trump, a preferência é que “nada aconteça”, mas o governo americano vai observar as ações do Irã. Ele afirmou ainda que quer que o Irã volte à mesa de negociação para buscar uma solução que limite o programa nuclear iraniano e impeça o desenvolvimento de uma arma nuclear. De acordo com o presidente, mais navios estão sendo enviados para a região. O USS Abraham Lincoln iniciou a viagem ao Oriente Médio no início do mês. Antes, o porta-aviões participava de manobras no Mar do Sul da China. Além da embarcação, caças e sistemas de defesa aérea também foram deslocados. 🚢 Histórico: O porta-aviões já atuou no Oriente Médio em várias ocasiões, como durante a guerra no Afeganistão, após os atentados de 2001. O USS Abraham Lincoln também serviu de apoio às forças americanas em uma operação contra o grupo rebelde Houthi, em 2024. Em operação desde 1989, o porta-aviões é considerado um dos maiores navios de guerra do mundo. A embarcação pode levar até 5.500 tripulantes e é equipada com lançadores de mísseis e metralhadoras. Segundo a Marinha, o USS Abraham Lincoln é um “aeroporto flutuante” e pode lançar até quatro aviões por minuto. O porta-aviões abriga vários esquadrões, incluindo caças F-35 Lightning II e F/A-18 Super Hornet, e tem capacidade para transportar até 90 aeronaves, entre aviões e helicópteros. A Marinha dos Estados Unidos diz que o porta-aviões funciona como uma cidade em alto-mar. A embarcação tem agência de correio própria, biblioteca, barbearia e lojas para atender a tripulação. A propulsão do navio é feita por duas usinas nucleares. O USS Abraham Lincoln tem energia elétrica suficiente para abastecer até 100 mil residências e transporta suprimentos para operar por até 90 dias seguidos. As catapultas usadas no lançamento das aeronaves conseguem acelerar um jato de quase 40 toneladas a 290 km/h em menos de três segundos, em uma distância equivalente à de um campo de futebol. Já no pouso, quatro cabos de contenção freiam e param uma aeronave que voa a mais de 200 km/h em menos de 120 metros. Conheça o USS Abraham Lincoln, porta-aviões dos EUA Gui Sousa/Arte g1 Tensões com o Irã As tensões entre Estados Unidos e Irã aumentaram nesta quarta-feira (28) após novas ameaças de Trump. O presidente norte-americano afirmou que está disposto a autorizar uma operação militar contra o país caso Teerã não aceite fechar um acordo nuclear. Em uma rede social, Trump citou o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln à região e disse que o grupo de ataque está pronto para agir “com velocidade e violência, se necessário”. O presidente também comparou a mobilização atual a operações recentes conduzidas pelos EUA, como a ação que levou à captura do ditador deposto Nicolás Maduro, na Venezuela. Segundo ele, a movimentação no Oriente Médio é ainda maior. Trump também relembrou o bombardeio de três instalações nucleares do Irã, realizado em junho do ano passado em parceria com Israel. Ele declarou que um novo ataque ao país seria “muito pior”. Após as declarações, o Irã afirmou estar disposto ao diálogo, mas reforçou que não abrirá mão do direito de se defender. Em nota, a missão iraniana junto à ONU disse que o país responderá “como nunca antes” caso seja atacado. Além disso, o chanceler iraniano Abbas Araghchi negou que existam negociações em curso com os Estados Unidos. Ele também afirmou que o Irã não aceitará dialogar sob ameaças militares. Autoridades iranianas disseram que o governo se prepara para o pior cenário, incluindo a possibilidade de uma “guerra total”. Os porta-aviões USS Abraham Lincoln e um B-52H Stratofortress da Força Aérea dos Estados Unidos realizaram manobras conjuntas em junho de 2019 Brian M. Wilbur/Forças Armadas dos EUA VÍDEOS: mais assistidos do g1