Transferência de Vorcaro para a superintendência da PF indica que processo de delação já começou
Mendonça autoriza transferência de Vorcaro de presídio federal para Superintendência da PF A transferência do banqueiro Daniel Vorcaro do Presídio Federal...
Mendonça autoriza transferência de Vorcaro de presídio federal para Superintendência da PF A transferência do banqueiro Daniel Vorcaro do Presídio Federal para a superintendência da Polícia Federal (PF) é um sinal bastante claro que o processo de delação premiada já começou. Vorcaro deve ser transferido ainda nesta quinta (19). A mudança do local de prisão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Até a última atualização deste post, o motivo da transferência ainda não tinha sido divulgado oficialmente. Daniel Vorcaro foi preso no início de março durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. No dia 6, ele foi transferido do Complexo Penitenciário de Potim (SP), no interior paulista, para a Penitenciária Federal em Brasília. Ele é investigado no caso que apura suspeitas de fraudes financeiras ligado ao Master, e teve a prisão determinada na semana passada, no âmbito das investigações conduzidas pela PF. Uma eventual colaboração poderia trazer novos elementos para o andamento das investigações. Possibilidade de delação Nesta quinta-feira , a TV Globo apurou que o advogado de Vorcaro, José Luís Oliveira Lima, procurou a PF para informar sobre o interesse do banqueiro em firmar um acordo de delação premiada. Questionado pela TV Globo, o advogado de Vorcaro afirmou que não vai comentar o caso neste momento. Segundo ele, a decisão se deve à "sensibilidade do caso". Na terça-feira (17), a nova defesa de Vorcaro também se reuniu com o ministro André Mendonça, que é o relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). O encontrou tratou dos desdobramentos do caso. E, de acordo com relatos, os advogados apontaram ao ministro que uma das possibilidades avaliadas por Vorcaro é uma delação premiada. Conhecido como Juca, o responsável pela defesa é dono de um currículo com diversos acordos de delação premiada em casos de grande repercussão – caso do empreiteiro Léo Pinheiro, da construtora OAS, na Operação Lava Jato.