cover
Tocando Agora:

Sabesp vai construir adutora para reforçar captação de água do Sistema Alto Tietê, que abastece Grande SP

Sabesp vai construir adutora para reforçar captação de água do Sistema Alto Tietê A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) está ...

Sabesp vai construir adutora para reforçar captação de água do Sistema Alto Tietê, que abastece Grande SP
Sabesp vai construir adutora para reforçar captação de água do Sistema Alto Tietê, que abastece Grande SP (Foto: Reprodução)

Sabesp vai construir adutora para reforçar captação de água do Sistema Alto Tietê A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) está construindo uma adutora de 38 quilômetros para reforçar a captação de água do Sistema Alto Tietê, que abastece a Grande São Paulo. A obra prevê a retirada de 4 mil litros de água por segundo do Rio Pequeno, um dos braços limpos da Represa Billings, localizado na região do ABC, e transferência para a represa de Taiçupeba, entre Suzano e Mogi das Cruzes. Formado por cinco reservatórios, o Alto Tietê é o segundo maior manancial da região metropolitana. No último ano, porém, o volume útil armazenado ficou abaixo da média das represas que abastecem a Grande São Paulo. Nesta quarta (21), o volume estava em 26,8% da capacidade, contra 31,9% do Sistema Integrado Metropolitano. A nova adutora deve ampliar em 5% a capacidade de bombeamento de água das represas para os clientes da Sabesp - hoje são 71 mil litros por segundo. Para Roberval Tavares, diretor de engenharia da concessionária, o reforço será significativo especialmente em épocas de pouca chuva. "É importante porque garante que a produção do Alto Tietê não vá sofrer nenhuma interferência quando não tiver pluviometria adequada. Infelizmente, em função das mudanças climáticas, nós estamos tendo menos chuvas nos últimos anos. Esses 4m³ a mais no Sistema Alto Tietê permite uma flexibilidade maior porque ele pode entrar na área de abrangência do Sistema Cantareira, permitindo uma maior flexibilidade operacional. Então é mais segurança hídrica, mais resiliência hídrica pra Região Metropolitana", explica Tavares. Represa de Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes, é uma das cinco que compõe o Sistema Alto Tietê, o segundo maior da Grande SP João Belarmino/TV Diário Por outro lado, possíveis impactos da obra na bacia do Rio Pequeno geram preocupação em ambientalistas. O ativista José Soares da Silva, morador da região, disse que questionou a Sabesp, e a empresa disse que o fluxo da adutora não deve ser revertido. "A dúvida é se esse reservatório tem capacidade de suporte de aguentar esse impacto de retirada de água da bacia. Nós estamos num sistema de drenagem, só tira e não repõe. Nossos avós sempre diziam antigamente que água não se nega, não se suja, não se vende. E estamos fazendo tudo isso." Segundo o engenheiro Antônio Eduardo Giansante, doutor em saneamento, a geografia da região - próxima da Serra do Mar, onde chove mais - ajuda a manter a saúde do manancial. "Nós temos porções, áreas na serra que passam de 2.500 mm por ano. Então você está aproveitando a disponibilidade hídrica de uma região que chove mais do que, por exemplo, o Alto Tietê. O Alto Tietê já está mais para o planalto, embora tenha uma proximidade da serra, quem tem maior proximidade é a Billings e o sistema Guarapiranga. A transposição é similar a outra realizada em 2015, durante a crise hídrica. Naquela época, o governo estadual instalou uma tubulação que captava água de outro braço da Billings em direção ao Alto Tietê. Anos depois, as estruturas de plástico foram vandalizadas e perderam a função. Segundo Roberval Tavares, aquela obra cumpriu seu prazo de vida útil e será substituída pela nova intervenção, que terá estrutura de aço. Sabesp bate recorde de captação em 2025