Rio Envira sai da cota de alerta em Feijó e famílias começam a retornar para casa
Rio Envira baixa em Feijó e famílias atingidas começam a retornar para casa Defesa Civil Municipal de Feijó O Rio Envira começou a baixar e já está fora ...
Rio Envira baixa em Feijó e famílias atingidas começam a retornar para casa Defesa Civil Municipal de Feijó O Rio Envira começou a baixar e já está fora da cota de alerta, que é 11 metros, em Feijó, no interior do Acre, nesta segunda-feira (6). Conforme a Defesa Civil Muncipal, o manancial passou a apresentar vazante no último sábado (4) após transbordar pela terceira vez no ano na última quinta-feira (2), quando atingiu 12,27 metros. A cota de transbordo é de 12 metros. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O coordenador da Defesa Civil de Feijó, major Adriano Souza, explicou que o órgão está com problemas na régua e não tem a medição atualizada do manancial nesta segunda-feira (6). "Tivemos um problema na régua e não conseguimos receber atualizações dno nível do rio, mas afirmo que estamos abaixo da cota de alerta e não temos mais equipes do Corpo de Bombeiros e da prefeitura estão de sobre aviso", ressaltou. Governo decreta situação de emergência em seis cidades devido às cheias Com a redução das águas, a cidade entra em fase de normalização, segundo a Defesa Civil Municipal. Ainda segundo o órgão, não há registro de desabrigados neste momento, e as famílias atingidas durante a cheia já começam a retornar para casa. Ao todo, três bairros da cidade, cerca de 12 comunidades indígenas e famílias ribeirinhas foram atingidos, somando aproximadamente 1,5 mil pessoas. De acordo com a Defesa Civil, desse total, mil pessoas são indígenas, conforme dados repassados com base na Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). O rio já havia transbordado duas vezes somente em 2026, e também registrou enchente no fim de 2025. Entre as comunidades ribeirinhas afetadas pelo novo transbordamento, está a Aldeia Paroá-Central, que abriga indígenas da etnia Huni Kuin, onde os moradores perderam mais de 10 mil pés de banana com a cheia em dezembro do ano passado. Conforme a Defesa Civil, foram atingidas as seguintes localidades: Bairro do Hospital; Bairro Aristides; Bairro Terminal; Comunidade Estirão da Benção (Alto Rio Envira); Aldeia Paroá Central; Xina Beña; Boa União (Baixo Rio Envira) e Novo Paraíso. Nova cheia do Rio Envira atinge 1,5 famílias indígenas no interior do Acre Defesa Civil de Feijó LEIA MAIS: Rio Envira transborda pela terceira vez no ano e atinge 80 famílias indígenas no Acre Com quase 60 famílias em abrigos, nível do Rio Juruá começa a baixar em Cruzeiro do Sul Enchente do Rio Envira destrói plantações de banana em comunidade indígena no Acre Mais de 10 mil pés de banana perdidos Em dezembro de 2025, a água invadiu a parte da frente da Aldeia Paroá Central e as plantações. Imagens do órgão municipal enviadas ao g1 à época mostraram o campo de futebol e algumas plantações tomados pelas águas. Ainda segundo o coordenador, as águas chegaram à distância de 10 metros para chegar às residências dos indígenas. Naquele mês, mais de 90 famílias indígenas foram atingidas pela enchente. "O roçado deles está debaixo d'água. Falaram que plantaram dez mil pés de banana e perderam tudo. A gente foi lá fazer um levantamento das necessidades, da quantidade de famílias que moram nas redondezas.", destacou à época o coordenador do órgão, sargento Adriano Souza. VÍDEOS: g1