Princesa herdeira da Noruega pede desculpas ao rei e à rainha por amizade com Epstein
Caso Epstein abala políticos e Famílias Reais na Europa A princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, voltou a pedir desculpas nesta sexta-feira (6) por sua am...
Caso Epstein abala políticos e Famílias Reais na Europa A princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, voltou a pedir desculpas nesta sexta-feira (6) por sua amizade com o financista americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. O caso é um dos vários escândalos que atingem a monarquia do país nórdico. “Também peço desculpas pela situação em que coloquei a família real, especialmente o rei e a rainha”, afirmou Mette-Marit em comunicado divulgado pelo palácio real. A Noruega se prepara para abrir uma investigação sobre seu próprio Ministério das Relações Exteriores por causa de ligações com o financista americano condenado por crimes sexuais. O país é um dos vários da Europa atingidos por um escândalo que, até agora, não provocou grandes repercussões políticas nos Estados Unidos. A divulgação, na semana passada, de um grande volume de novos arquivos revelou uma série de conexões inéditas de Epstein com políticos, membros da realeza e bilionários. LEIA TAMBÉM: Caso Epstein: Departamento de Justiça dos EUA divulga mais 3 milhões de arquivos e diz que não protegeu Trump A princesa Mette-Marit e o príncipe Haakon falam à imprensa após visitar feridos no hospital neste domingo (24) AP Europa e sua relação com Epstein No Reino Unido, o futuro do primeiro-ministro Keir Starmer se tornou mais incerto após a decisão, no ano passado, de nomear Peter Mandelson — que manteve uma relação próxima com Epstein — como embaixador em Washington. O irmão do rei Charles III, Andrew Mountbatten-Windsor, já havia sido obrigado a abrir mão de seu título real e de uma residência luxuosa. Agora, cresce a pressão para que ele preste depoimento nos Estados Unidos. Na Eslováquia, o assessor de segurança nacional do primeiro-ministro Robert Fico renunciou após a revelação de e-mails em que discutia mulheres jovens com Epstein. Já na França, o ex-ministro da Cultura Jack Lang vem sendo pressionado a deixar o cargo de presidente do Instituto do Mundo Árabe. Noruega no centro do escândalo Epstein Figuras públicas como a princesa herdeira Mette-Marit e o ex-primeiro-ministro e ex-ministro das Relações Exteriores Thorbjoern Jagland passaram a ser alvo de novo escrutínio. Também estão sob análise o ex-chanceler Boerge Brende, atualmente presidente do Fórum Econômico Mundial; a embaixadora Mona Juul, que atua na Jordânia e no Iraque; e seu marido, Terje Roed-Larsen. Jagland também foi presidente do Comitê Norueguês do Nobel. Juul e Roed-Larsen ajudaram a criar o canal secreto de negociações entre a Organização para a Libertação da Palestina e o governo de Israel que resultou nos Acordos de Oslo, firmados entre 1993 e 1995. Todos já eram conhecidos por terem tido vínculos com Epstein, mas os novos arquivos trouxeram detalhes adicionais sobre essas relações. Segundo a imprensa norueguesa, a maioria dos partidos no Parlamento do país está disposta a apoiar a abertura de uma investigação independente sobre o Ministério das Relações Exteriores. O primeiro-ministro Jonas Gahr Stoere, no entanto, prefere que a apuração fique a cargo do principal órgão de controle do Parlamento — o Comitê Permanente de Fiscalização e Assuntos Constitucionais — e não de um grupo independente, informou o jornal VG nesta sexta-feira. Na quinta-feira, a unidade de polícia especializada em crimes econômicos da Noruega informou que investiga Jagland sob suspeita de corrupção agravada. O advogado do ex-premiê disse que seu cliente está confiante de que provará sua inocência e irá cooperar com as autoridades.