Prefeitura de Palmas pagou quase R$ 400 mil por torneio de futebol que não foi realizado e teve dinheiro desviado, diz polícia
Operação da Polícia Civil teve início em 2014 Reprodução/TV Anhanguera Oito pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil, nesta terça-feira (3), por susp...
Operação da Polícia Civil teve início em 2014 Reprodução/TV Anhanguera Oito pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil, nesta terça-feira (3), por suspeita de fraude em um convênio de R$ 399.667,25, em Palmas. O dinheiro deveria ter sido usado para a execução de um torneio de futebol feminino, mas foi integralmente desviado, segundo a investigação. Os fatos ocorreram em 2014 e foram investigados pela operação Jogo Limpo, que apura um possível esquema de desvio de recursos públicos por meio de convênios com a Fundação Municipal de Esportes e Lazer de Palmas (Fundesportes). No fim de fevereiro, outras dez pessoas foram indiciadas suspeitas de fraudar outro convênio feito pelo órgão. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Os nomes dos suspeitos investigados nesta etapa não foram informados, e o g1 não conseguiu contato com a defesa deles. A Prefeitura de Palmas foi procurada, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o convênio foi celebrado entre a Fundesportes e uma instituição privada. As investigações da Delegacia Especializada de Repressão à Corrupção (Decor) apontaram que o projeto não foi executado, inexistindo qualquer evidência da realização das atividades previstas. O nome da instituição também não foi divulgado pela polícia. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA MAIS Projeto social de combate às drogas teve 100% do dinheiro desviado no mesmo dia do repasse, diz polícia Mãe de influenciadora que movimentou R$ 217 milhões é alvo de buscas da polícia por suspeita de lavar dinheiro para filha Dinheiro desviado em 13 dias O inquérito apontou que os recursos foram liberados e “integralmente transferidos para empresas de fachada, para simular a prestação de serviços e viabilizar a lavagem do dinheiro público”, em um espaço de apenas 13 dias. As análises financeiras feitas pela investigação demonstraram que os valores foram pulverizados entre diversos envolvidos no esquema criminoso. Segundo a polícia, o convênio também apresentava uma série de irregularidades desde o início: Indícios de direcionamento na aprovação do projeto; Ausência de critérios técnicos na seleção; Inconsistências na documentação apresentada; Inexistência de prestação de contas regular do convênio; Utilização de documentos ideologicamente falsos para justificar a aplicação dos recursos públicos. Por fim, a polícia aponta que estruturas administrativas utilizadas para validar os processos funcionavam apenas formalmente, com o objetivo de conferir aparência de legalidade aos atos. Arte divulgada pela polícia detalha possível desvio de recursos públicos SSP-TO/Divulgação A Operação Jogo Limpo A Operação Jogo Limpo apura um esquema de desvio de recursos públicos por meio de convênios para projetos sociais e esportivos firmados no município de Palmas. As investigações apontam que entidades teriam recebido verbas para a execução de projetos esportivos que não foram realizados ou executados de forma irregular. A operação foi iniciada em 2018. No fim de fevereiro, a PC concluiu o primeiro inquérito relacionado à operação, indiciando dez pessoas. Nesta primeira etapa, a polícia apurou um convênio de R$ 349 mil que não foi realizado e teve o dinheiro desviado em um único dia, segundo a investigação. Conforme apurado, o esquema criminoso operava de forma estruturada, com divisão de tarefas. Com a conclusão dos inquéritos, as investigações foram encaminhadas ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.