Polícia do Rio recusa registro de perseguição contra irmã de 12 anos de vítima de estupro coletivo
Suspeitos de estupro coletivo em Copacabana Reprodução/Fantástico A Polícia Civil do Rio de Janeiro deixou de registrar, em um primeiro momento, uma denúnc...
Suspeitos de estupro coletivo em Copacabana Reprodução/Fantástico A Polícia Civil do Rio de Janeiro deixou de registrar, em um primeiro momento, uma denúncia de que a irmã mais nova da estudante de 17 anos vítima de estupro coletivo estaria sendo perseguida por um dos menores investigados pelo crime. Segundo o advogado da família, o adolescente, que foi apreendido na última sexta-feira (6) suspeito de participar do estupro, passou a rondar a irmã de 12 anos da vítima após o crime. Ao procurar a 12ª DP (Copacabana) para relatar o caso, a mãe das meninas foi informada pelo plantão policial de que o comportamento não caracterizaria crime de ameaça e que a ocorrência não seria formalizada. A orientação dada pelos agentes de plantão foi a de que, caso houvesse algum encaminhamento a ser feito, a família deveria procurar a Delegacia de Criança e Adolescente Vítima. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O delegado titular da 12ª DP, Ângelo Lages, afirmou ao blog que não foi notificado pelo plantão sobre a tentativa de denúncia e que tomou conhecimento da situação recentemente. Lages orientou o advogado da família, Rodrigo Mondego, a retornar à delegacia com a mãe para efetivar o registro. "O Mondego que me falou que ela chegou lá para fazer esse registro, mas eu não sei exatamente como é que foi tratado pelo plantão. Já combinei com ele para levar essa mãe lá, para a gente poder formalizar, para ver se realmente esse crime aconteceu”, disse o delegado. Segundo o advogado da família, o adolescente entrava na sala de aula da menina de 12 anos, observava ela à distância, apontando e rindo. O comportamento se repetiu por alguns dias. A menina, intimidada, contou à mãe sobre o comportamento do adolescente na escola e disse que pretendia procurar a direção caso a situação persistisse. Naquele momento, a menina ainda não sabia que a irmã mais velha havia sido vítima de estupro. Incomodada com o comportamento do adolescente, chegou a pedir que a irmã falasse com ele para que parasse. O advogado da família afirma que a mãe decidiu não revelar à filha mais nova os detalhes do caso envolvendo a irmã, mas procurou a 12ª DP (Copacabana) para registrar o comportamento do adolescente.