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Parlamento europeu aprova medidas para proteger agricultores do acordo com Mercosul

Imagem do Parlamento Europeu. Yves Herman/Reuters O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira (10) medidas para proteger seus produtores rurais do acordo de...

Parlamento europeu aprova medidas para proteger agricultores do acordo com Mercosul
Parlamento europeu aprova medidas para proteger agricultores do acordo com Mercosul (Foto: Reprodução)

Imagem do Parlamento Europeu. Yves Herman/Reuters O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira (10) medidas para proteger seus produtores rurais do acordo de comércio com o Mercosul, bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Na prática, o bloco poderá suspender temporariamente benefícios tarifários para produtos agrícolas sul-americanos, caso aumento das importações cause prejuízos a agricultores europeus. A medida já tinha sido aprovada pela Comissão europeia no fim de 2025 e, agora, segue para análise do Conselho. Caso o Conselho aprove, as regras só passarão a valer quando o acordo de comércio UE-Mercosul entrar em vigor. O tratado foi assinado no dia 17 de janeiro deste ano, mas ainda precisa do aval do Parlamento europeu e dos congressos nacionais de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Quatro dias depois da assinatura, o Parlamento enviou o acordo para o Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar a implementação do tratado por pelo menos seis meses. Enquanto essa análise não é concluída, o Parlamento não pode ratificar os textos. A Comissão Europeia, no entanto, pode aplicar o acordo de forma provisória se pelo menos um país do Mercosul aprovar o acordo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como foi a votação e quais as medidas de proteção As medidas de proteção, conhecidas como salvaguardas, tiveram 483 votos a favor, 102 contra e 67 abstenções. Elas estabelecem que a Comissão Europeia poderá abrir uma investigação sobre a necessidade de medidas de proteção quando as importações de produtos agrícolas considerados sensíveis aumentarem 5% na média de três anos. O percentual é inferior aos 10% ao ano propostos inicialmente pela própria Comissão. Além disso, será preciso que, ao mesmo tempo, os preços dos produtos importados estejam 5% abaixo do preço doméstico correspondente. Entre os produtos listados como sensíveis estão carne de frango, carne bovina, ovos, frutas cítricas e açúcar. A abertura de investigação também poderá ser solicitada por um Estado-membro, por uma pessoa física ou jurídica que represente o setor afetado, ou ainda por uma associação que atue em nome da indústria, caso haja ameaça de prejuízo grave. O texto determina ainda que, pelo menos uma vez a cada seis meses, a Comissão Europeia apresente um relatório ao Parlamento Europeu avaliando o impacto das importações de produtos sensíveis. Relator permanente para o Mercosul, o eurodeputado espanhol Gabriel Mato afirmou que as salvaguardas vão garantir que o acordo entre os dois blocos seja acompanhado por um mecanismo de proteção “equilibrado e confiável” para o setor agrícola europeu. Segundo ele, as medidas reforçam o monitoramento de mercado, estabelecem critérios claros e objetivos para identificar distorções e permitem uma resposta mais rápida para produtos sensíveis quando houver indícios de prejuízo. Ele disse ainda que as regras devem oferecer aos agricultores “estabilidade e previsibilidade”, preservando o equilíbrio geral do acordo.