Novas imagens ajudam a entender como chamas começaram na estação de esqui na Suíça
A sexta-feira (2) foi de angústia para parentes e amigos das vítimas da tragédia que matou 40 pessoas na Suíça. Investigadores suspeitam que o fogo tenha ...
A sexta-feira (2) foi de angústia para parentes e amigos das vítimas da tragédia que matou 40 pessoas na Suíça. Investigadores suspeitam que o fogo tenha começado com velas que soltam faíscas e estavam sendo usadas em garrafas de champanhe. A correspondente Bianca Rothier acompanhou as investigações direto da cidade de Crans-Montana. As fotos mostram o início da tragédia. Jovens seguravam garrafas de espumante para cima com velas pirotécnicas, que soltam muitas faíscas. No teto, as primeiras chamas. Em um novo vídeo, um rapaz tentava apagar o fogo com um pano - sem sucesso. Outros jovens filmavam, ainda sem noção do perigo. Um vídeo de divulgação mostrava que funcionárias costumavam fazer shows com as garrafas. "Tudo indica que as velas ficaram muito perto do teto e, a partir daí, virou um incêndio generalizado. Foi muito rápido", declarou a procuradora-geral encarregada do caso. Ela afirmou que vai investigar se o sistema de prevenção de incêndio estava funcionando e se o uso da espuma acústica no teto estava dentro das normas de segurança. Novas imagens ajudam a entender como chamas começaram na estação de esqui na Suíça Jornal Nacional/ Reprodução Nesta sexta-feira (2), a polícia suíça retirou o cordão de isolamento. Descendo uma calçada, a equipe do Jornal Nacional se aproximou do local da tragédia. No caminho, uma brasileira que, por pouco, não entrou no bar na noite da virada. "Como eu estou com a minha neta, jovem também, a maioria dos frequentadores muito jovens, e ela se interessou, ela falou: 'Nossa, isso aqui está muito bacana, vamos entrar'. Então, passa na sua cabeça: meu Deus, foi livramento”, conta a tabeliã Cleides Carvalho. A equipe do Jornal Nacional desceu mais alguns metros. Ainda tem proteção, mas o letreiro está lá: Le Constellation – o bar onde uma celebração na Suíça virou tragédia internacional. A uma pergunta da correspondente Bianca Rothier, o governador da região do Valais respondeu, em português: "Tem muitas nacionalidades diferentes”. Neta sexta-feira (2), as autoridades divulgaram a origem de 113 dos 119 feridos. São de nove nacionalidades diferentes. A maioria suíços, depois franceses e italianos. O italiano Marco chegou a ficar na fila para entrar, mas viu um ônibus passando e decidiu ir para outra festa. Cerca de 20 amigos dele ficaram no Constellation. Metade está no hospital. Da outra metade, ele não teve notícias. "Estou muito preocupado e traumatizado, porque eu estava a um passo de estar lá também”, conta Marco. Novas imagens ajudam a entender como chamas começaram na estação de esqui na Suíça Jornal Nacional/ Reprodução Adolescentes, também italianos, testemunharam o desespero na porta do bar: "Vimos pessoas no chão com queimaduras no rosto, no corpo, nas roupas. Elas gritavam e choravam de dor", conta Ludovico. A primeira vítima morta no incêndio foi nomeada nesta sexta-feira (2): é o italiano Emanuele Galeppini, de 17 anos. Foi a federação italiana de golfe que anunciou. Recentemente, ele tinha conquistado um torneio em Dubai. Com tantos italianos envolvidos, o ministro das Relações Exteriores da Itália foi ao local. Bianca Rothier perguntou a Antonio Tajani sobre a cooperação com as autoridades da Suíça. Ele destacou que ofereceu vagas em hospitais para tratar os feridos. Mas o chanceler italiano não poupou críticas à segurança do bar. Afirmou que, se houvesse um sistema eficiente de prevenção, os sprinklers teriam lançado água para apagar as chamas. Em uma entrevista à mídia local, o proprietário do Constellation disse que o estabelecimento passou por três inspeções em dez anos e que tudo estava dentro das normas. Na quinta-feira (1º), uma equipe da prefeitura montou uma plataforma para homenagens. A equipe do Jornal Nacional viu as primeiras flores chegarem. Vinte e quatro horas depois, não tem mais espaço para tanta dor. Crans-Montana é comoção e luto. A cidade, de 10 mil habitantes, chora. Assim como os turistas. Um casal brasileiro viajou uma hora e meia para ver de perto o memorial. "Eu tenho uma filha de 17 anos. Imagina, você deixa seu filho achando que ele vai passar um bom momento e você recebe uma notícia dessa? Eu acho que, para os pais, o ano acabou. É muito triste”, diz a vendedora Bruna Rodrigues. Basta ver o desespero da Letícia. Ela não sabe se o filho, Arthur, de 17 anos, está vivo ou morto: "Se alguém o viu em um hospital ou em um necrotério, por favor, entre em contato. Eu não sei quão graves são as queimaduras, se ele está irreconhecível ou não. Só quero achar meu filho", implorou a mãe, aos prantos. LEIA TAMBÉM VÍDEO e FOTOS mostram início de fogo em bar na Suíça durante festa de Ano Novo; mais de 40 morreram Fogo em bar na Suíça: sinalizadores em bebidas iniciaram incêndio, aponta investigação preliminar