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MP aguarda polícia enviar vídeos sobre investigação do caso Orelha: 'Ainda não foram disponibilizados'

Polícia Civil conclui novas diligências sobre morte do cachorro Orelha O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) afirmou que ainda aguarda o envio de v...

MP aguarda polícia enviar vídeos sobre investigação do caso Orelha: 'Ainda não foram disponibilizados'
MP aguarda polícia enviar vídeos sobre investigação do caso Orelha: 'Ainda não foram disponibilizados' (Foto: Reprodução)

Polícia Civil conclui novas diligências sobre morte do cachorro Orelha O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) afirmou que ainda aguarda o envio de vídeos ainda não disponibilizados pela Polícia Civil sobre a investigação da agressão e morte do cão Orelha, em Florianópolis. As imagens são essenciais para a continuidade da apuração, segundo o órgão. A informação foi confirmada pelo MP ao g1 na tarde de terça-feira (24). A Polícia Civil afirmou na sexta-feira (20) ter concluído as diligências complementares solicitadas e enviado todas as informações ao órgão. Entre os pedidos, estava a exumação do corpo do animal. Nesta quarta (25), a Polícia Civil afirmou que foi solicitado, um dia antes do envio do inquérito, na quinta (19), a melhor forma de envio dos vídeos, já que o sistema de compartilhamento do inquérito não comportava todos os arquivos. Detalhou que seguia aguardando uma resposta do MP sobre a melhor forma de compartilhar as imagens (íntegra da nota). ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp O MP não detalhou quais os vídeos solicitados e que ainda não foram entregues. O caso está em segredo de Justiça por envolver adolescentes, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O cão vivia na região da Praia Brava, área turística da capital. De acordo com a investigação, ele foi agredido no dia 4 de janeiro, encontrado um dia depois e levado ao veterinário, mas não resistiu. Além de Orelha, a Polícia Civil também investigou o suposto afogamento de outro cachorro, o Caramelo, além da suspeita de ações de coação de familiares dos adolescentes envolvidos nas agressões contra os animais. Um mês após a morte de Orelha, em 4 de fevereiro, o MP recebeu a conclusão das investigações. No dia 10, o órgão solicitou informações complementares à Polícia Civil após apontar que o material reunido na investigação apresentava lacunas que impediam a formação de uma opinião sobre o caso. Corpo do cão Orelha é exumado para produção de novo laudo Morte causou comoção em praia de Florianópolis O que diz o MP sobre vídeos não enviados? A 10ª Promotoria de Justiça da Capital, especializada em Infância e Juventude, acompanha o caso devido às suspeitas de envolvimento de adolescentes na agressão. O caso também é analisado pela 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área criminal, que analisa o inquérito que apura a possível prática de coação no curso do processo e ameaça: "A 10ª Promotoria de Justiça informa que analisa as diligências já encaminhadas e aguarda o encaminhamento dos vídeos que ainda não foram disponibilizados, os quais são considerados importantes para a continuidade da apuração. Já as diligências requeridas pela 2ª Promotoria de Justiça chegaram na sua totalidade e estão em fase de análise", informou o MP. Quando o inquérito foi concluído, em 3 de fevereiro, a Polícia Civil apontou um adolescente como responsável pelas agressões que resultaram na morte do animal e pediu a internação dele. A solicitação foi postergada pela Justiça até a conclusão e análise das novas diligências. Cão Orelha morava na Praia Brava Reprodução/Redes sociais Entenda o caso Orelha foi agredido em 4 de janeiro e morreu no dia seguinte após ser resgatado por populares. Comunitário, o animal recebia cuidados de vários moradores na Praia Brava, bairro turístico da Capital. Em um laudo inicial, baseado no atendimento veterinário que o animal recebeu, a Polícia Civil apontou que a morte de Orelha teria sido causada por um golpe na cabeça com objeto contundente e sem ponta. O MP recebeu o documento e solicitou a exumação do corpo do animal para a realização de um novo laudo. A exumação foi realizada em 11 de fevereiro, mas o resultado da nova análise ainda não foi divulgado. Pais e tio de adolescentes são indiciados suspeitos O que disse a Polícia Civil Polícia Civil de Santa Catarina esclarece que foi solicitado, um dia antes do envio do inquérito, no dia 19 de fevereiro, a melhor forma de envio dos vídeos já que o sistema de compartilhamento do inquérito no Eproc (sistema do Poder Judiciário) não comportava todos os arquivos. Estamos aguardando uma resposta do MPSC que defina se preferem por armazenamento em nuvem ou por um hard-disk, que será imediatamente entregue à instituição. Infográfico - cão Orelha Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias