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Maior espécie de raia do mundo é batizada de ‘Moana’ após ser vista no litoral de SP; VEJA

Maior espécie de raia do mundo é batizada de ‘Moana’ após ser vista no litoral de SP Uma raia-manta (Mobula birostris), espécie que está ameaçada de e...

Maior espécie de raia do mundo é batizada de ‘Moana’ após ser vista no litoral de SP; VEJA
Maior espécie de raia do mundo é batizada de ‘Moana’ após ser vista no litoral de SP; VEJA (Foto: Reprodução)

Maior espécie de raia do mundo é batizada de ‘Moana’ após ser vista no litoral de SP Uma raia-manta (Mobula birostris), espécie que está ameaçada de extinção, foi avistada em Itanhaém, no litoral de São Paulo. O animal, de aproximadamente 6 metros, recebeu o nome de ‘Moana’ após ser visto pela primeira vez por pesquisadores do Projeto Mantas do Brasil. "Avistar uma raia-manta aqui no nosso litoral, no nosso quintal de casa, é indescritível. A sensação de felicidade e de pertencimento é enorme. Avistamos a primeira da temporada. Esperamos que essa temporada prometa bastante”, afirmou a coordenadora-geral do projeto, Paula Romano. O animal foi encontrado por pesquisadores durante uma expedição de monitoramento no Parcel Dom Pedro, área marinha em Itanhaém. O ponto de mergulho foi definido após pescadores comunicarem a ocorrência da espécie na região. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. No entanto, além da busca ativa subaquática, a equipe utilizou drone para ampliar a área de monitoramento. "Fazemos essas expedições justamente para encontrar a raia-manta. No primeiro mergulho que dei na expedição, já a vi", explicou a mergulhadora Luiza Gomes. Ela é assistente de pesquisa do projeto Mantas do Brasil e participou do avistamento, que foi o primeiro realizado pelo projeto em 2026 no litoral paulista. Raia-manta foi encontrada em Itanhaém e batizada de 'Moana' Divulgação/Projeto Mantas do Brasil Características e identificação A raia vista foi identificada como uma fêmea, com envergadura estimada entre 5 e 6 metros, podendo pesar mais de uma tonelada. De acordo com Luiza, o comportamento do animal chamou atenção por ser mais arisco do que o habitual para a espécie. De acordo com ela, as raias-mantas costumam demonstrar curiosidade e aproximação com mergulhadores, mas essa fêmea manteve distância durante o encontro, que ocorreu no dia 20 de abril. Apesar disso, foi possível registrar imagens frontais e da região ventral do animal, que permitiram identificá-lo, pois cada exemplar possui um padrão único de manchas e pintas na face ventral, que funciona como uma impressão digital. Após a equipe analisar as fotografias e confirmar que aquela raia nunca havia sido catalogada, a pesquisadora Luiza Gomes pôde batizá-la e escolheu o nome Moana. De acordo com o Projeto Mantas do Brasil, a foto-identificação dos animais permite que os pesquisadores reconheçam indivíduos ao longo do tempo, monitorando seus deslocamentos e acompanhando o estado de saúde de cada animal. Pesquisadores realizaram uma expedição de monitoramento no Parcel Dom Pedro, área marinha em Itanhaém Divulgação/Projeto Mantas do Brasil Riscos e extinção A raia encontrada não tinha cauda. Segundo o projeto, a lesão indica que, provavelmente, houve interação humana, pois a perda de apêndices é uma das marcas mais comuns encontradas em raias-mantas e evidencia os impactos da pesca incidental sobre o animal. De acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a espécie está ameaçada de extinção e, por isso, tem a captura proibida no Brasil. Raia-manta, de aproximadamente 6 metros, foi encontrada em Itanhaém (SP) Divulgação/Projeto Mantas do Brasil Espécie Ao g1, o biólogo Alex Ribeiro explicou que a raia-manta é a maior espécie de raia do mundo e possui muitas particularidades. “É um animal muito grande, de dimensões colossais”, afirmou. Segundo ele, a espécie pode chegar a até 8 metros de ponta a ponta das nadadeiras. Ainda segundo o especialista, o animal é filtrador, ou seja, se alimenta de plânctons e pequenos peixes ou organismos que captura na coluna d’água. Por isso, a ocorrência representa um sinal positivo na região. “Mostra que a água é um ambiente de boa qualidade, com bastante diversidade biológica”, disse Alex. O biólogo explicou que a espécie tem diversas características particulares, como o fato de demorar para chegar na fase adulta. “Quando elas chegam na fase adulta, geram de um a dois filhotes por vez e, depois que esses filhotes nascem, as fêmeas ficam num resguardo de praticamente quase dois anos”, afirmou. Outra particularidade é a inteligência. “Ela tem um dos maiores cérebros em relação ao corpo [...]. É um animal muito inteligente, tanto para localização, navegação, identificação de indivíduos, áreas de ocorrência”, disse Alex Ribeiro. Projeto Realizado pelo Instituto Laje Viva, o projeto Mantas do Brasil conta com parceria da Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental. Ele foi fundado há 15 anos e desenvolve ações contínuas de conscientização e conservação da espécie em todo o país. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos