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Justiça aceita denúncia do MP contra PMs suspeitos de torturar colega no DF

Soldado conta que sofreu tortura dentro de batalhão da PMDF A Justiça do Distrito Federal aceitou, em 6 de fevereiro, a denúncia do Ministério Público cont...

Justiça aceita denúncia do MP contra PMs suspeitos de torturar colega no DF
Justiça aceita denúncia do MP contra PMs suspeitos de torturar colega no DF (Foto: Reprodução)

Soldado conta que sofreu tortura dentro de batalhão da PMDF A Justiça do Distrito Federal aceitou, em 6 de fevereiro, a denúncia do Ministério Público contra 14 policiais militares suspeitos de terem torturado um colega dentro do Batalhão de Choque, no Distrito Federal. O caso aconteceu em 22 de abril de 2024. A vítima, o soldado Danilo Martins, relatou que foi obrigado a beber café com pimenta, teve os punhos e joelho pisoteados, recebeu espuma nos olhos e pauladas. O soldado chegou a ser internado em uma UTI após 8h de agressões (veja vídeo acima). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O g1 questionou a Polícia Militar sobre a decisão, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A denúncia do MP foi apresentada em 30 de outubro de 2025 e pede a condenação dos envolvidos, a perda dos cargos públicos e o pagamento de indenização por danos materiais e morais. 🔎 Com a denúncia aceita pela Justiça, os investigados se tornam réus em uma ação penal. O processo segue com a apresentação da defesa dos acusados e a fase de produção de provas, até a realização do julgamento com a sentença. 14 policiais denunciados Os 14 policiais denunciados pelo MP chegaram a ser presos em abril de 2024, sendo levados para o presídio militar no Complexo Penitenciário da Papuda. Eles foram soltos em 2 de maio do mesmo ano. São eles: 2º tenente Marco Aurélio Teixeira Feitosa; 2º tenente Gabriel Saraiva Dos Santos; Sub-tenente Daniel Barboza Sinesio; 1º sargento Wagner Santos Silvares; 2º sargento Fábio De Oliveira Flor; 2º sargento Elder de Oliveira Arruda; 3º sargento Eduardo Luiz Ribeiro Da Silva; 3º sargento Rafael Pereira Miranda; 3º sargento Bruno Almeida da Silva; Cabo Danilo Ferreira Lopes; Soldado Rodrigo Assunção Dias; Soldado Matheus Barros Dos Santos Souza; Soldado Diekson Coelho Peres; Capitão Reniery Santa Rosa Ulbrich. Como foi o caso Imagem mostra hematomas no corpo do soldado Danilo Reprodução Em 22 de abril de 2024, o soldado Danilo Martins contou que teve gás lacrimogênio e gás de espuma jogados em seu rosto e que foi obrigado a tomar café com sal e pimenta. Ele ainda foi agredido com pauladas, chutes no joelho, no rosto e no estômago. "Eles colocaram gás nos meus olhos, depois pediram para eu correr ao redor do batalhão cantando uma música vexatória. Depois disso, me colocaram para fazer flexão de punho cerrado no asfalto, me deram pauladas na cabeça, no estômago", contou Danilo. Danilo diz que, no hospital, ele foi diagnosticado com insuficiência renal, rabdomiólise — ruptura do músculo esquelético —, ruptura no menisco, hérnia de disco e lesões lombar e cerebral. Obrigado a assinar desistência Danilo conta que se inscreveu no curso de patrulhamento tático móvel de 2024. "Eu me apresentei às 8h15, juntamente com o turno, e o coordenador já me retirou do turno e disse que se eu não assinasse o requerimento [de desistência], que já estava preenchido, ele iria me tirar, seja por lesão ou trairagem", lembra Danilo. O soldado conta que se recusou assinar a desistência várias vezes. Foi quando, segundo ele, o tenente coordenador do curso de patrulhamento tático móvel iniciou as agressões contra ele, junto de outros policiais. O MP atribuiu ao comandante da unidade Calebe Teixeira das Neves a iniciativa de provocar as agressões. LEIA TAMBÉM: DENÚNCIA DO MP: confira linha do tempo da briga que levou à morte de adolescente ATOS GOLPISTAS: Primeira Turma do STF julga recursos contra a condenação de integrantes da cúpula da PMDF a partir desta sexta-feira (13) Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.