Homem é preso por golpe do falso consórcio da casa própria e causar prejuízos de até R$ 60 mil
Jovem de 21 anos é preso por golpe do falso consórcio Um jovem de 21 anos foi preso suspeito de aplicar o golpe do falso consórcio da casa própria no Recife...
Jovem de 21 anos é preso por golpe do falso consórcio Um jovem de 21 anos foi preso suspeito de aplicar o golpe do falso consórcio da casa própria no Recife. De acordo com a Polícia Civil, ao menos 16 pessoas foram vítimas do esquema e tiveram prejuízos que variam entre R$ 10 mil e R$ 60 mil (veja vídeo acima). Conforme as investigações, após anunciar o serviço, o criminoso cobrava uma taxa de entrada das vítimas e ficava com o dinheiro. "O cliente, para garantir esse crédito da propaganda que estava vinculada, depositava [a entrada] e a pessoa achava que seria contemplada e que, posteriormente, receberia a confirmação da empresa de consórcio do valor que entraria na conta, além das parcelas vindouras. Só que isso nunca acontecia", explicou o delegado José Custódio, responsável pelo caso. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Segundo a polícia, o homem, que não teve o nome divulgado, foi preso, na manhã da terça-feira (27), no escritório onde atuava, no bairro de Santo Amaro, na área central da cidade. Segundo o delegado José Custódio, o suspeito anunciava consórcios de imóveis nas redes sociais e em sites de compra e venda. Os serviços custavam entre R$ 80 mil e R$ 90 mil. Ele contou, ainda, que uma das vítimas chegou a ser levada pelo próprio golpista para sacar o dinheiro em espécie. "A vítima não estava conseguindo fazer a transferência via PIX, devido ao valor, e ele ofereceu a carona na moto dele para fazer um saque no shopping e a vítima foi com ele, fez o saque e fez o depósito diretamente para ele em espécie, em torno de R$ 9 mil. Foi repassado esse valor para ele, a vítima, com o sonho da casa própria, fez esse depósito", disse. O delegado informou também que o suspeito não tem antecedentes criminais e confessou que elaborava os contratos sem qualquer experiência jurídica ou assessoramento profissional, além de produzir as artes de divulgação e publicar os anúncios na internet. De acordo com a Polícia Civil, o homem alegou que não atuava diretamente como empresa de consórcio, mas como um suposto intermediário ou prestador de assessoria. No entanto, os nomes de empresas citadas por ele não tinham qualquer vínculo com o suspeito. "O argumento dele é que não seria o consórcio, ele não trabalharia diretamente com o consórcio. Ele seria uma espécie de intermediário, um assessoramento para o consórcio, e nos forneceu nomes de empresas de consórcio que estariam vinculados a ele, quando, na verdade, para a nossa surpresa, nenhuma das nossas empresas teriam qualquer vinculação", relatou. Ele disse, ainda, que agia sozinho, mas as investigações continuam para esclarecer completamente o caso. Após a prisão, o suspeito ficou à disposição da Justiça. Como o nome dele não foi divulgado, não foi possível obter informações sobre o resultado da audiência de custódia. Delegado José Custódio, da Delegacia da Boa Vista, fala sobre golpe do falso consórcio da casa própria Reprodução/TV Globo VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias