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Homem é condenado por matar companheira encontrada concretada dentro de geladeira no RS

Nara, de 61 anos, foi morta na própria casa Arquivo pessoal O Tribunal do Júri condenou, nesta quarta-feira (8), o companheiro de Nara Denise dos Santos, serv...

Homem é condenado por matar companheira encontrada concretada dentro de geladeira no RS
Homem é condenado por matar companheira encontrada concretada dentro de geladeira no RS (Foto: Reprodução)

Nara, de 61 anos, foi morta na própria casa Arquivo pessoal O Tribunal do Júri condenou, nesta quarta-feira (8), o companheiro de Nara Denise dos Santos, servidora pública de 61 anos morta em Osório, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O crime aconteceu em janeiro de 2024, no interior da residência onde o casal morava. Conforme reconhecido pelo Conselho de Sentença, o condenado, que não teve o nome divulgado, ocultou o corpo ao colocá-lo dentro de uma geladeira concretada dentro da residência. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O réu foi considerado culpado por homicídio triplamente qualificado, enquadrado como feminicídio, e por ocultação de cadáver. A pena fixada foi de 28 anos e 10 meses de prisão, a serem cumpridos em regime inicial fechado, com início imediato, sem direito de recorrer em liberdade. O que é feminicídio? Segundo a investigação, a vítima foi morta após uma discussão que teve início por causa do uso do cartão bancário dela. O assassinato ocorreu por asfixia mecânica. Para o júri, ficaram configuradas as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e o contexto de violência doméstica, já que agressor e vítima mantinham uma relação íntima de afeto. A soma das qualificadoras do homicídio e a condenação pelo crime de ocultação de cadáver resultaram no tempo total da pena estabelecida pela Justiça. Além disso, o réu teve a prisão preventiva mantida. Segundo o g1 apurou, Nara e o suspeito mantinham relacionamento e moravam juntos há cinco anos. Não havia registro de ocorrência policial ou relatos de violência em relação a ela. A mulher, aposentada do serviço municipal, é natural de Osório, e não deixa filhos. Segundo a Brigada Militar, homem assumiu informalmente ter matado a companheira, a colocado em uma geladeira, e concretado no chão Divulgação/Brigada Militar Prisão em flagrante O próprio homem procurou a Brigada Militar relatando que havia encontrado a companheira morta em casa. Os policiais foram até o local, acompanhados pelo suspeito, que autorizou a entrada e entregou as chaves. Segundo a Brigada Militar, ele assumiu informalmente ter cometido o crime, alegando estar supostamente "possuído por uma entidade maligna". Em cima da geladeira onde estava o corpo de Nara, havia imagens religiosas espalhadas. VÍDEOS: Tudo sobre o RS