Frio extremo na Europa obriga brasileira a mudar rotina: 'Você sente o frio dentro dos ossos'
VÍDEO SALVO NA EF, PRECISA PUBLICAR | ID: 14243652 A brasileira Mariana Nice Adriano Silva, de 34 anos, que mora em Milão, na Itália, há oito anos, relata ...
VÍDEO SALVO NA EF, PRECISA PUBLICAR | ID: 14243652 A brasileira Mariana Nice Adriano Silva, de 34 anos, que mora em Milão, na Itália, há oito anos, relata mudanças na rotina por causa da onda de frio intenso que atinge a Europa nos últimos dias. Ao g1, a brasileira relatou como as baixas temperaturas têm afetado o dia a dia na cidade italiana, onde os termômetros chegaram a marcar -5°C neste mês. “Esse ano está bem frio aqui em Milão. Na verdade, em toda a Europa. Mesmo morando aqui há bastante tempo, eu não consigo me acostumar. E você sente realmente o frio dentro dos ossos”, contou. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp As baixas temperaturas em Milão fazem parte de uma onda de frio que atinge vários países da Europa. O fenômeno está ligado à tempestade Goretti, que se intensificou rapidamente e espalhou neve, gelo e ventos fortes por grandes áreas do continente. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a tempestade favoreceu a entrada de uma massa de ar polar intensa, que permanece sobre a Europa há vários dias. Isso tem mantido o frio por mais tempo do que o comum, com registros de nevões persistentes e temperaturas muito baixas. Os impactos vêm sendo registrados ao mesmo tempo em países como Reino Unido, França, Alemanha, Países Baixos, Espanha, Irlanda e em regiões dos Bálcãs, com transtornos no transporte aéreo, ferroviário e nas estradas, além de cortes de energia e suspensão de serviços. Mariana Nice Adriano Silva, que mora em Milão, relata mudança de rotina com onda de frio extremo na Europa Arquivo pessoal Frio intenso muda hábitos Segundo Mariana, que é natural de Ribeirão Preto (SP), a combinação de frio e umidade típica de Milão deixa a sensação térmica ainda mais intensa e exige cuidados constantes no dia a dia. O uso de roupas térmicas, casacos pesados e acessórios de inverno se tornou indispensável para sair de casa. Ela afirma que a diferença de clima torna a adaptação mais difícil, mesmo após vários anos vivendo na Itália. “Eu sou de Ribeirão Preto e estou acostumada com calor. É impossível sair aqui em Milão sem um casaco bem pesado e uma blusa térmica. É impossível. Esse ano está bem mais frio, se você fizer uma comparação com o ano passado." As baixas temperaturas também impactaram os hábitos de lazer. Passeios ao ar livre foram reduzidos, e bares e restaurantes passaram a ser frequentados quase exclusivamente em áreas internas, já que permanecer do lado de fora se tornou inviável nos últimos dias. “Mesmo quando colocam aquecedores do lado de fora, luzes para esquentar ou cobertinhas em cima da mesa, não está ajudando. Esses dias está realmente impossível ficar do lado de fora”, afirma. Mariana Nice com coberta em restaurante em Milão Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM Frio extremo paralisa a Europa e transforma cidades em cenário de neve; veja FOTOS Satélites revelam nevasca continental impulsionada por bloqueio atmosférico na Europa Gelo nos carros e aquecedor ligado o dia todo O frio intenso também atrapalha a rotina logo nas primeiras horas do dia. Em Milão, as temperaturas negativas durante a madrugada fazem com que o gelo se forme nos carros, principalmente nos vidros, o que exige mais tempo e atenção antes de sair de casa pela manhã. Segundo a ribeirão-pretana, sair de carro era rápido, mas agora o gelo faz parte da rotina diária. “Antes, eu entrava no carro, ligava e saía. Hoje é impossível. Principalmente de manhã, sempre preciso limpar o vidro, porque fica com gelo. Não é neve, porque ainda não nevou em Milão este ano, mas o gelo aparece com frequência”, explica. GIF - Frio extremo paralisa a Europa e transforma cidades em cenário de neve Gonzalo Fuentes/Reuters, Sarah Meyssonnier/Reuters, Temilade Adelaja/Reuters, Toby Melville/Reuters Dentro de casa, o frio também é grande. O aquecedor passou a ficar ligado durante quase todo o dia para tentar manter o ambiente aquecido. Mesmo assim, a brasileira conta que ainda é necessário usar roupas de frio e cobertores para conseguir ficar confortável. Mariana explicou ao g1 que a sensação de frio intenso não é percebida apenas por ela. Amigos italianos também comentam que este inverno está mais rigoroso do que em outros anos, especialmente na região de Milão, onde o frio costuma ser menos intenso do que em cidades mais ao norte do país. Acostumada ao clima quente de Ribeirão Preto, ela afirma que a adaptação segue sendo um desafio, mesmo depois de quase nove anos morando na Itália. “Mesmo depois de quase nove anos morando aqui, eu não consigo me acostumar com esse frio, completa. Brasileira Mariana Nice Adriano Silva mora em Milão e relata rotina durante a onda de frio que atinge a Europa Arquivo pessoal *Sob supervisão de Helio Carvalho Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região