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Entenda investigação que levou à prisão de fazendeiro suspeito de mandar matar rival

Vídeo mostra momento em que produtor rural é assassinado em Miranorte Uma operação da Polícia Civil do Tocantins, realizada em três estados, identificou e...

Entenda investigação que levou à prisão de fazendeiro suspeito de mandar matar rival
Entenda investigação que levou à prisão de fazendeiro suspeito de mandar matar rival (Foto: Reprodução)

Vídeo mostra momento em que produtor rural é assassinado em Miranorte Uma operação da Polícia Civil do Tocantins, realizada em três estados, identificou e prendeu os suspeitos da morte do produtor de abacaxi José Geraldo Oliveira Fonseca. O crime aconteceu em Miranorte e teria sido motivado por rivalidade comercial. Quatro pessoas foram presas na terça-feira (10), entre elas o suposto mandante e três suspeitos de serem intermediários. Dois homens apontados pela polícia como pistoleiros foram localizados em Maceió (AL) e morreram em confronto com a polícia. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O produtor rural, conhecido como Geraldo do abacaxi, foi morto a tiros enquanto jantava com a família em uma pizzaria no centro de Miranorte, em 7 de setembro de 2024. LEIA TAMBÉM: Quem é o produtor de abacaxi que teve a morte encomendada por fazendeiro rival no TO, segundo a PC Produtor de abacaxi assassinado em pizzaria no TO teve morte encomendada por fazendeiro rival, diz delegado Suspeitos de intermediar morte de produtor de abacaxi no TO assistiram assassinato, diz parente Momento em que criminosos invadiram pizzaria e mataram empresário PCTO/Divulgação Como foi a investigação Conforme a investigação, o suposto mandante do crime é Roberto Coelho de Sousa. De acordo com a polícia, além da rivalidade comercial, ele possuía problemas pessoais com José Geraldo, o que o levou a planejar o homicídio. A apuração também descreveu a participação de Adão dos Reis Bessa, funcionário dele, além de Raquel Faria e Diego Andrade da Silva, como elos logísticos e financeiros. O grupo teria atuado na intermediação de pagamentos aos pistoleiros em datas próximas e no dia seguinte ao crime. A defesa de Roberto Coelho de Sousa e Adão dos Reis informou que, até o momento, não teve acesso integral aos autos do procedimento, circunstância que impede uma análise mais detalhada do caso (veja a nota na íntegra abaixo). Já a defesa de Raquel Faria disse que, neste estágio processual, prioriza o exame técnico e integral dos autos antes de emitir qualquer pronunciamento (leia a íntegra abaixo). O g1 não conseguiu contato com a defesa de Diego Andrade da Silva até a última atualização desta reportagem. Durante o cumprimento de mandados em endereço ligado a Roberto Coelho, um policial militar da reserva foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo, após a apreensão de três armas. Ele pagou fiança de R$ 1.621 e foi liberado, permanecendo investigado. A Polícia Militar do Tocantins afirmou não haver, até o momento, confirmação oficial de ligação direta dele com o homicídio (leia abaixo). As investigações continuam para esclarecer se houve a participação de outros envolvidos na dinâmica do crime. Íntegra da nota de Roberto Coelho de Sousa e Adão dos Reis Defesa de Roberto Coelho e Adão dos Reis Inicialmente, cumpre destacar que, até o presente momento, a defesa não teve acesso integral aos autos do procedimento, circunstância que impede a análise detalhada dos fatos e dos elementos que teriam fundamentado a medida de prisão. Ressalta-se que o acesso aos autos é prerrogativa fundamental da advocacia, sendo indispensável para o pleno exercício do direito de defesa e para a garantia do devido processo legal. Diante disso, a defesa informa que adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para obter imediato acesso aos autos e, a partir da análise técnica do procedimento. Por fim, reitera-se que todo investigado ou acusado possui o direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório, razão pela qual qualquer conclusão antecipada deve ser evitada até que os fatos sejam devidamente esclarecidos no âmbito do processo. Íntegra da nota Raquel Faria Defesa de Raquel Faria Na condição de representantes jurídicos de um dos investigados, compreendemos a relevância social do caso e a necessidade de informar o público, entretanto, esclarecemos que, neste estágio processual, a defesa prioriza o exame técnico e integral dos autos antes de emitir qualquer pronunciamento circunstanciado sobre o mérito das suspeitas levantadas. É imperativo ressaltar que a análise detida dos elementos probatórios e das ordens de prisão é medida indispensável para a elaboração de uma defesa técnica eficaz, de modo que qualquer manifestação precipitada sobre detalhes das investigações poderia comprometer não apenas a estratégia defensiva, mas o próprio curso do inquérito policial. Assim que for concluído o acesso a todo o conteúdo das diligências, incluindo as informações provenientes das prisões efetuadas e mandados cumpridos, providenciaremos as medidas cabíveis para assegurar a proteção dos direitos e das garantias fundamentais de nossos constituintes, visto que nossa postura é pautada pela estrita colaboração com as autoridades competentes e pelo respeito incondicional à Justiça. A defesa se fará presente em todos os atos necessários para demonstrar a ausência de envolvimento do cliente com as condutas imputadas, sempre sob a égide do devido processo legal e da presunção de inocência, estando convictos de que, no decorrer das investigações e da instrução processual, a verdade será restabelecida e a inocência do nosso cliente será devidamente comprovada. Nota da PM Nota da Polícia Militar A Polícia Militar do Tocantins (PMTO) informa que, na manhã de terça-feira (10), durante o cumprimento de mandados judiciais relacionados à investigação do homicídio do produtor rural José Geraldo Oliveira Fonseca, ocorrido em setembro de 2024 no município de Miranorte, um policial militar da reserva remunerada foi conduzido pela Polícia Civil do Tocantins. Durante diligências realizadas, foram localizadas armas de fogo em situação irregular, fato que resultou na lavratura de auto de prisão em flagrante pelo crime de posse irregular de arma de fogo de uso permitido, conforme previsto no artigo 12 da Lei nº 10.826/2003. Após os procedimentos na 10ª Central de Atendimento da Polícia Civil, em Miracema do Tocantins, foi arbitrada fiança pela autoridade policial, sendo o conduzido posto em liberdade mediante alvará de soltura, permanecendo o caso sob investigação da Polícia Civil. A Polícia Militar ressalta que o envolvido encontra-se na condição de militar da reserva remunerada, não estando no exercício de atividade operacional no âmbito da Corporação. Ressalta, ainda, que, até o momento, não há confirmação oficial de relação direta entre o referido militar e os demais suspeitos investigados no caso. As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil. A Polícia Militar do Tocantins reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições, colocando-se à disposição para colaborar com os órgãos responsáveis pela apuração dos fatos. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.