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Em maior emissão de títulos internacionais da história, Brasil capta 5 bilhões de euros no mercado europeu

Ministro da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda O Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira (15) que o governo brasileiro captou 5 ...

Em maior emissão de títulos internacionais da história, Brasil capta 5 bilhões de euros no mercado europeu
Em maior emissão de títulos internacionais da história, Brasil capta 5 bilhões de euros no mercado europeu (Foto: Reprodução)

Ministro da Fazenda, Dario Durigan. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda O Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira (15) que o governo brasileiro captou 5 bilhões de euros por meio de uma oferta de títulos públicos no mercado europeu. Segundo o Tesouro, a operação teve demanda maior do que o previsto e marcou a maior emissão de títulos internacionais da história do país. Mais cedo nesta quarta, o Tesouro Nacional havia anunciado a oferta de títulos denominados em euros, ao destacar que se tratava de um retorno ao mercado europeu após mais de uma década de ausência de emissões nesse segmento. "Conseguimos uma captação histórica", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista a jornalistas em Washington. "Voltamos agora ao mercado europeu com grande sucesso e vamos prospectar novos mercados ainda até o fim do ano." Os novos títulos têm vencimentos em 4 anos (EURO 2030), 7 anos (EURO 2033) e 10 anos (EURO 2036), com operação liderada pelos bancos BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS. De acordo com o Tesouro, a emissão totalizou 2 bilhões de euros com o título de quatro anos, com um retorno final ao investidor de 4,240% ao ano. Notas de euro. Reuters O papel de sete anos totalizou 1,5 bilhão de euros emitidos e retorno de 5,031% ao ano. O título de dez anos também teve emissão de 1,5 bilhão de euros, com retorno de 5,627% ao ano. Segundo o Tesouro, a demanda para os títulos superou em mais de três vezes o volume emitido, com expressiva participação de investidores não residentes. Cerca de 69% das operações vieram da Europa e 9% da Ásia. Outros 13% vieram da América Latina, incluindo o Brasil, e o restante da América do Norte. "Os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira", disse o Tesouro. O Tesouro havia informado na terça-feira (14) o início de conversas com investidores sobre a emissão, argumentando que o governo busca oferecer referência para outros emissores domésticos e contribuir para a "diversificação cambial" da dívida pública.