Dólar inicia o dia em queda com atenção à ata do Copom e aos dados da indústria
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (3) em queda, recuando 0,27% na abertura, aos R$ 5,2415. O Ibov...
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (3) em queda, recuando 0,27% na abertura, aos R$ 5,2415. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No Brasil, os investidores acompanham a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento traz sinalizações sobre a possibilidade de início do ciclo de cortes de juros a partir de março, além dos dados de produção industrial de dezembro. ▶️ Ainda no cenário doméstico, a Câmara dos Deputados aprovou na véspera a medida provisória que cria uma nova modalidade de gratuidade no botijão de gás para famílias com renda per capita de até meio salário mínimo. A proposta agora segue para o Senado e precisa ser votada até 11 de fevereiro para não perder validade. ▶️ Também na agenda política, o Palácio do Planalto enviou ao Congresso o texto do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, assinado em janeiro no Paraguai. O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas em mais de 90% do comércio entre os blocos. ▶️ Nos Estados Unidos, a divulgação do relatório Jolts, que mede o número de vagas abertas no mercado de trabalho, foi adiada. O motivo é a paralisação parcial do governo americano, que impactou o calendário de indicadores econômicos. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,74%; Acumulado do mês: -4,39%; Acumulado do ano: -4,39%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,40%; Acumulado do mês: +12,56%; Acumulado do ano: +12,56%. Boletim Focus O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central (BC), mostrou uma leve melhora nas expectativas do mercado para a inflação. Economistas reduziram a projeção para o IPCA de 2026 de 4% para 3,99%. 🔎 É a primeira vez desde dezembro de 2024 que a estimativa fica abaixo de 4% para 2026. As projeções para os anos seguintes permaneceram estáveis. Para 2027, o mercado segue estimando uma inflação de 3,8%. Para 2028 e 2029, a previsão continua em 3,5%. Mesmo após a taxa básica de juros, a Selic, ter sido mantida em 15% ao ano na semana passada — o maior patamar em quase duas décadas —, os analistas ainda apostam em um ciclo de queda dos juros ao longo do tempo. A projeção para o fim de 2026 permanece em 12,25% ao ano, o que indica uma redução de 2,25 pontos percentuais em relação ao nível atual. Para o encerramento de 2027, a expectativa segue em 10,50% ao ano. Em relação à atividade econômica, o mercado manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 em 1,80%. O número é inferior à estimativa de cerca de 2,25% para 2025. O resultado oficial do PIB do ano passado ainda não foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No câmbio, após o dólar ter recuado mais de 11% no ano passado — movimento que também refletiu os juros elevados no Brasil — e encerrado 2025 cotado a R$ 5,4887, os economistas dos bancos projetam que a moeda americana termine 2026 em R$ 5,50. Agenda econômica PMI do Brasil O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria brasileira, divulgado nesta segunda-feira, indica piora das condições do setor no início do ano. Calculado pela S&P Global, o indicador recuou de 47,6 pontos em dezembro para 47,0 pontos em janeiro. 🔎 No PMI, a linha de 50 pontos funciona como um divisor: leituras acima desse nível sinalizam expansão da atividade, enquanto números abaixo indicam retração. 📉 Com o novo recuo, o resultado de janeiro representa o ritmo mais intenso de deterioração da indústria em quatro meses. Segundo a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna de Lima, os dados reforçam uma tendência já observada nos meses anteriores. “Os primeiros dados do PMI de 2026 mostram os fabricantes brasileiros avançando para um cenário ainda mais acentuado de retração, diante da persistente fraqueza da demanda”, afirmou, em nota. De acordo com a economista, a combinação entre redução dos pedidos em atraso, falta de novos projetos e a estratégia das empresas de manter estoques enxutos indica que a produção deve continuar em queda no curto prazo. A pesquisa aponta que tanto a demanda interna quanto a externa por produtos brasileiros recuaram de forma significativa em janeiro, afetando diretamente o volume de pedidos e a produção. Entre os segmentos analisados, os bens de capital — como máquinas e equipamentos — lideraram a queda da atividade. PMI dos EUA A indústria dos EUA voltou a crescer em janeiro pela primeira vez em um ano, impulsionada principalmente pela forte recuperação das novas encomendas. Apesar da melhora, o setor ainda enfrenta desafios, sobretudo por causa do aumento dos custos de matérias-primas e das pressões sobre as cadeias de abastecimento provocadas pelas tarifas de importação. Segundo o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM), o Índice de Gerentes de Compras (PMI) da manufatura subiu para 52,6 em janeiro. É a primeira vez em 12 meses que o indicador supera a marca de 50 pontos — nível que separa crescimento de contração — e também o melhor resultado desde agosto de 2022. A manufatura responde por cerca de 10% da economia americana. Em dezembro, o PMI estava em 47,9, acumulando dez meses seguidos de retração. O avanço surpreendeu o mercado: economistas projetavam uma alta mais modesta, para 48,5 pontos. Parte da melhora observada em janeiro pode estar relacionada a mudanças na legislação tributária, que tornaram permanente a chamada depreciação acelerada, entre outras medidas voltadas ao investimento das empresas. Ainda assim, o desempenho da indústria está longe de representar uma retomada consistente. O setor não viveu o “renascimento” prometido pelo presidente Donald Trump com a adoção de tarifas comerciais. Ao longo de 2025, o emprego industrial encolheu em cerca de 68 mil vagas. Os dados do ISM mostram que o principal motor da melhora foi o aumento das encomendas. O subíndice de novos pedidos saltou de 47,4 em dezembro para 57,1 em janeiro, o nível mais alto desde fevereiro de 2022. Houve também avanço nos pedidos em atraso e uma leve recuperação das exportações. Por outro lado, o maior volume de pedidos pressionou as cadeias de suprimentos e elevou os custos de produção. Esse movimento aparece com clareza no indicador de preços pagos pelas empresas, que subiu de 58,5 para 59 pontos, em linha com as expectativas do mercado. O dado sugere que os preços dos produtos industriais ainda podem subir, o que ajuda a manter a inflação acima da meta de 2% do Federal Reserve por mais tempo. Bolsas globais Os mercados de Wall Street iniciaram a semana em queda, em um ambiente de maior cautela por parte dos investidores, em meio à desvalorização dos metais preciosos. Mas logo voltaram a subir. O índice S&P 500 fechou em alta nesta segunda-feira, impulsionado por ganhos das fabricantes de chips e outras empresas relacionadas à inteligência artificial, enquanto companhias menores também registraram forte alta. De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,54%, para 6.976,28 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,55%, para 23.591,51 pontos. O Dow Jones subiu 1,06%, para 49.412,27 pontos. Na Europa, o tom também é de atenção redobrada, diante de uma semana marcada pela divulgação de resultados de empresas e por reuniões de bancos centrais. No fechamento, o índice STOXX 600 subiu 1,03%, a 617,31 pontos. Entre os principais mercados, o DAX, da Alemanha, avançou 1,05%; o CAC 40, da França, ganhou 0,67%; e o FTSE 100, do Reino Unido, somou 1,15%. Já as bolsas asiáticas encerraram o pregão em forte queda, pressionadas pela desvalorização das commodities e por indicadores considerados fracos da economia chinesa. A bolsa de Xangai caiu 2,48%, aos 4.015 pontos, enquanto o CSI300 recuou 2,13%, para 4.605 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2,23%, fechando aos 26.775 pontos. Outros mercados da região também fecharam no vermelho. No Japão, o Nikkei caiu 1,2%, aos 52.655 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi teve queda mais acentuada, de 5,26%, para 4.949 pontos. Em Taiwan, o Taiex recuou 1,37%, aos 31.624 pontos, enquanto o Straits Times, de Cingapura, caiu 0,26%, aos 4.892 pontos. Notas de dólar. Reuters
Fonte da Reprodução:
https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/02/03/dolar-ibovespa.ghtml