Djo quer ser cantor sério, mas no Lolla provou que ainda é ator de ‘Stranger Things’ e one-hit wonder de TikTok
Djo se apresenta no Lollapalooza 2026 Fabio Tito/g1 Para quem acompanha Joe Keery como ator (sim, é o Steve de “Stranger Things”), vê-lo no Lollapalooza n...
Djo se apresenta no Lollapalooza 2026 Fabio Tito/g1 Para quem acompanha Joe Keery como ator (sim, é o Steve de “Stranger Things”), vê-lo no Lollapalooza neste domingo (22) foi uma chance de entender como ele equilibra a gratidão pelo sucesso em séries ou filmes com a necessidade de ser levado a sério como um músico de 33 anos de idade. Lolla 2026: Veja fotos do 3º dia E com persona musical que aparenta ter pelo menos o dobro disso: dada a influência de indie clássico, folk, indie anos 1990 e rocks dos tempos em que sintetizadores eram novidades. É uma pena, no entanto, que ele ao vivo ainda esteja bem aquém do cacife que tem como ator. No máximo, o show de Keery no Autódromo de Interlagos o credenciou a ser um One-hit Wonder de TikTok tentando se firmar. A maturidade da performance é forçada, como colocar um abacate no saco de pão, esperar duas horas e comer ele verde. É bom lembrar que o cantor nunca renegou o carinho dos fãs que conquistou perambulando pela cidade de Hawkins, mas o projeto Djo ainda precisa de tempo para a ressignificação que ele tanto busca. Duas horas de fila e corridas por R$ 150 na volta do Lolla; veja relatos O uso de pseudônimos e disfarces no início da carreira musical era um receio de não ser levado a sério. E a estratégia até que funcionou. Seu pop psicodélico o deu o hit "End of Beginning" e uma turnê por festivais, com direito a este show no fim de tarde do Lolla. "Me sinto a pessoa mais sortuda do mundo. Sei que é o tipo de merda que todo mundo fala, mas eu juro que estou falando sério", disse, em uma das várias interações com a plateia. Ele é simpático, parece gostar do que faz, mas a falta de personalidade no som incomoda ouvidos mais exigentes. Entre sintetizadores e guitarras, o que se viu no Lolla foi um artista amparado por uma banda ok e uma textura sonora retrô-futurista. Sim, a mistura de synth-pop, indie e baladas emotivas tem algo a ver com "Stranger Things". Mesmo assim, o repertório passa longe do charme e do apelo inegável da série. Nada supera a reação dos fãs durante "End of Beginning", sucesso de 10 entre 10 plataformas de streaming. Outras faixas, porém, foram ignoradas pela maioria. Comoveram apenas o dedicado fã-clube que enfrentou o sol de 30ºC para ficar perto de seu ídolo. Cartela resenha crítica g1 Arte/g1