Celular esquecido por policial no local do crime ajudou polícia a investigar roubo de diamantes no Paraná, diz delegado
Câmera flagrou fuga de criminosos durante roubo de R$ 15 milhões em diamantes, no PR Um celular esquecido durante o roubo de R$ 15 milhões em diamantes ajudo...
Câmera flagrou fuga de criminosos durante roubo de R$ 15 milhões em diamantes, no PR Um celular esquecido durante o roubo de R$ 15 milhões em diamantes ajudou a Polícia Civil (PC-PR) a investigar o crime. De acordo com o delegado Mozart Rocha Gonçalves, o aparelho era de um policial militar que é "um dos executores diretos do delito". Nesta terça-feira (13), cinco pessoas foram os alvos de uma operação da polícia que investiga o caso. Dessas pessoas, duas são policiais militares. Todas estão presas. Os mandados de prisão, busca e apreensão e sequestro de bens e valores foram cumpridos em Londrina e Ibiporã, no norte do Paraná, em Bauru (SP) e em São Paulo. Os nomes não foram divulgados. De acordo com Alessandro dos Reis, major da Polícia Militar (PM-PR), os policiais militares investigados são um soldado e um sargento. ✅Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp O crime aconteceu no dia 18 de novembro de 2024, em Londrina, quando quatro homens se identificaram como policiais e abordaram um carro ocupado por três vítimas vindas do estado de São Paulo. Depois do assalto, o grupo fugiu em um carro prata. Veja nas imagens acima. Durante o crime, conforme o delegado, o policial investigado deixou cair o celular na rua. "E a partir da apreensão desse aparelho celular, realizada pela própria instituição da Polícia Militar, respeitada a cadeia de custódia, foi entregue, esse aparelho celular, à Polícia Civil, onde deu-se continuidade às investigações", disse Mozart. Suspeitos fugiram em um carro prata, carregando os diamantes. PC-PR Como o celular ajudou a investigação Com a apreensão, a polícia identificou a existência de um grupo, em um aplicativo de mensagens, chamado "Pit Bull Missão". A análise das conversas desse grupo apurou qual era realmente o objeto do roubo - que não havia sido divulgado pelas vítimas - e que havia divisão de tarefas e um planejamento meticuloso entre os investigados. Veja como o esquema funcionava: Executores: quatro indivíduos responsáveis pela abordagem direta; Rede de apoio: um suspeito que atuou como "isca" para atrair as vítimas e um mentor que comandava as ações e auxiliou na fuga; Base operacional: um casal proprietário de uma autoescola usada como "quartel-general" para o planejamento, troca de vestimentas e ocultação de veículos. Criminosos roubaram lote de diamantes avaliado em R$ 15 milhões. Polícia Civil (PC-PR) Leia também: Feminicídio: mulher é encontrada morta no banheiro, companheiro mente que causa foi overdose, mas é preso após laudo indicar lesões na vítima Tornado: registro em São José dos Pinhais é o quinto no Paraná em três meses Assassinato em academia no Paraná: 7 pontos para entender o caso Desdobramentos do caso Na operação desta terça-feira, o delegado explicou que mandados de busca também foram expedidos contra as próprias vítimas do roubo. Na casa de uma delas, foram apreendidos R$ 11.692.000,00 em cheques. "A PCPR investiga indícios de lavagem de dinheiro, uma vez que a procedência dos diamantes e os motivos reais da reunião em Londrina não foram por elas esclarecidos. Eventuais materiais apreendidos passarão por perícia para identificar a destinação das pedras preciosas", explicou Mozart. As pedras preciosas não foram encontradas e a origem delas ainda será esclarecida. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil. PMs e empresário são presos por roubo de R$ 15 milhões em diamantes Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.