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Caso Master: o que disseram os depoentes e o que afirma a investigação

Os vídeos dos depoimentos do caso Master trazem uma avalanche de informações, com a temperatura emocional que só imagens podem demonstrar. Mas as gravaçõ...

Caso Master: o que disseram os depoentes e o que afirma a investigação
Caso Master: o que disseram os depoentes e o que afirma a investigação (Foto: Reprodução)

Os vídeos dos depoimentos do caso Master trazem uma avalanche de informações, com a temperatura emocional que só imagens podem demonstrar. Mas as gravações também revelam mais: os pontos apresentados pelos investigados que não batem com o material da investigação e nem com manifestações do Banco Central. São pelo menos três pontos cruciais: Vorcaro e ex-presidente do BRB se contradizem sobre origem dos papéis vendidos pelo Master Prejuízo ao BRB Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, disse que não gerou prejuízo ao Banco de Brasília (BRB). Já o diretor do Banco Central Ailton de Aquino (que não é investigado) afirmou que houve prejuízo ao BRB, no montante de R$ 5 bilhões. Créditos podres Daniel Vorcaro negou que tenha vendido carteiras falsas ao Banco de Brasília. A investigação, porém, mostra que ele sequer pagou a Tirreno, a origem dos créditos, para posteriormente vendê-los ao BRB. O BRB não sabia das carteiras podres? Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, disse que não sabia das carteiras podres. Já o BC, conforme o depoimento de Ailton de Aquino, sustentou que a governança do BRB deveria ter identificado a existência ou não dos créditos. Pontos centrais para a investigação Esses pontos são centrais para descobrir a participação ou não nas fraudes. E qual o tamanho dessa atuação criminosa, pela individualização de condutas. Investigadores entendem que as defesas do Master e do BRB , legitimamente, estão construindo suas estratégias. E que elas apontam para a tentativa de enquadrá-los em uma situação criminal menos pesada, ou seja, o crime de gestão temerária. Esse crime tem pena de 2 a 8 anos. A ideia, para os investigadores, é evitar o enquadramento na prática de gestão fraudulenta, que é mais grave: com pena de 3 a 12 anos de prisão. Além disso, isso limitaria a volta dos investigados para o mercado bancário. Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Banco Master