Carnaval de Vitória 2026: veja como foi a segunda noite de desfiles das escolas do Grupo Especial
A segunda noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval de Vitória 2026 aconteceu neste sábado (7), com o sinal verde acionado às 22h para o começo da fol...
A segunda noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval de Vitória 2026 aconteceu neste sábado (7), com o sinal verde acionado às 22h para o começo da folia. Entraram na avenida as agremiações Rosas de Ouro, Unidos da Piedade, Independente de Boa Vista, Chegou o Que Faltava e Andaraí. Durante o desfile da segunda escola, a Unidos da Piedade, houve uma falha no fornecimento de energia que afetou o sistema de som do Sambão do Povo. A escola ficou cerca de 40 minutos parada na avenida. O cronômetro do desfile foi pausado e retomado após a normalização do problema. Segundo a Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesge), a falha foi causada por um problema elétrico no entorno do sambódromo e a escola não será prejudicada. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Agora, as dez escolas aguardam a apuração que vai eleger a campeã do Carnaval capixaba, que vai acontecer na próxima quarta-feira (11), no Sambão do Povo, a partir das 16h. Os enredos da segunda noite, levaram para o público homenagens que exaltaram a história das escolas e das comunidades para a avenida. O público também viu passar histórias ancestrais e pôde visitar uma cidade do Norte capixaba. Em 2026, o número de agremiações no Grupo Especial subiu de sete para dez, divididas em dois dias de desfiles. Já o de Acesso que possuía os Grupos A e B foi fundido e deu origem a Série Ouro, com nove escolas, com desfiles previstos para os dias 13 e 14 de fevereiro, já no período do carnaval oficial. Na sexta-feira (6), o primeiro grupo de escolas passou para a avenida, desfilaram Pega no Samba, Novo Império, Unidos de Jucutuquara, Mocidade Unida da Glória (MUG) e Imperatriz do Forte. Veja um resumo do que as escolas levaram para a avenida: Rosas de Ouro Com o enredo ‘Cricaré das Origens – Brasil que nasce em São Mateus’, a Rosas de Ouro, agremiação de Serra Dourada e região, apresentou a cidade do Norte capixaba, a segunda mais antiga do Brasil, como o berço da formação da identidade nacional, onde o tempo não é linear, mas "gira, dança, sangra e resiste". Desfilaram 1.400 componentes, em 22 alas e três alegorias. O Rio Cricaré assumiu o papel de personagem central e testemunha viva dessa história. O desfile exaltou ainda a resistência negra e indígena contra a escravização, destacando as figuras históricas de Zacimba Gaba e Benedito Meia-Légua como símbolos fundamentais de enfrentamento e luta por liberdade. Essa trajetória de "esperança e suor" de quem veio de além-mar reinventou a cidade como um espaço de encontro cultural, onde o legado dos antepassados permanece vivo em manifestações como o congo, o jongo e a vida em quilombos. Ao final, o desfile celebrou a riqueza natural e a alma poética do povo mateense. Unidos da Piedade ‘O Canto Livre de Papo Furado’ levou para avenida uma homenagem a um dos maiores baluartes e intérpretes da história da escola mais antiga do Espírito Santo, Edson Papo Furado. A Unidos da Piedade desfilou com 1.900 componentes, 23 alas e três alegorias. A escola apresentou o sambista como o ‘Anjo Preto’ e sua jornada musical mergulhada nas raízes dos morros da Piedade e Fonte Grande, desde as brincadeiras de infância. A trama percorreu ainda a boemia de Vitória, especialmente na Rua Sete, onde o homenageado transformava os bares em seus altares e o violão em seu instrumento de oração. A trajetória do homenageado se mistura a da escola, uma vez que sua voz capitaneou a conquista de 14 títulos ao longo das décadas. O desfile terminou com Papo Furado sendo coroado ‘Griot da Resistência’. Independente de Boa Vista Última campeã do Carnaval de Vitória, a Independente de Boa Vista entrou no Sambão do Povo para celebrar os 50 anos da agremiação com o enredo ‘João do Congo – A Voz que Dança nas Folhas da Resistência’, exaltando o Congo como uma das matrizes mais profundas da identidade capixaba. Com 19 alas e três alegorias, João Bananeira conduziu o desfile como símbolo de liberdade e resistência, surgindo das matas coberto de folhas para transformar a rua em espaço de expressão política e cultural. A apresentação percorreu as raízes africanas e ameríndias dessa tradição, destacando a região de Roda D’Água. E ainda ressaltou o papel dos tambores e das casacas como instrumentos de memória e identidade. Chegou O Que Faltava A representante de Goiabeiras, em Vitória, Chegou o Que Faltava, levou para a avenida o enredo “Orí - Sua cabeça é seu guia”, abordando uma crença iorubá ao celebrar a cabeça como a principal divindade e guia do ser humano. Mais do que um elemento biológico, o Orí é apresentado como guia interior, guardião da memória e da intuição, e como uma assinatura única que diferencia cada ser humano. A trama também valoriza o Orí Iranti, responsável por preservar a memória ancestral e a história de resistência de figuras como Zacimba Gaba e Mãe Constância d’Angola. Ao conectar esse legado à comunidade de Goiabeiras, a escola reflete sobre saúde integral, caráter e ancestralidade. Passaram pela avenida 1.400 componentes, em 21 alas e três alegorias. Andaraí Fechando os desfiles do Grupo Especial, o enredo “01/12/1946” levou uma verdadeira festa para o Sambão do Povo ao celebrar a trajetória da escola, mais antiga em atividade no Espírito Santo. O desfile revisitou a história da agremiação de Santa Martha, destacando suas raízes no futebol de várzea e na formação da primeira batucada, o grupo Puro Veneno. A escola passou pela avenida com 19 alas e três alegorias. O enredo percorreu momentos de glória, silêncio e retomada, reforçando o samba como expressão de resistência e pertencimento comunitário. A trama também abordou a consolidação da identidade verde e rosa, marcada pelo batismo da Mangueira em 1975. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo