Bebê de 1 ano e 8 meses morre com sinais de agressão em Nova Iguaçu; mãe e padrasto são presos
A Polícia Civil do RJ investiga a morte, por agressões, de uma bebê de 1 ano e 8 meses na Baixada Fluminense, no último fim de semana. A mãe e o padrasto f...
A Polícia Civil do RJ investiga a morte, por agressões, de uma bebê de 1 ano e 8 meses na Baixada Fluminense, no último fim de semana. A mãe e o padrasto foram presos em flagrante. Zoe de Almeida Pereira Santos foi levada no domingo (22) para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas já chegou sem vida à unidade. A criança apresentava hematomas e lesões graves pelo corpo. Inicialmente, Carla de Almeida Pereira de Sousa e Gideão da Silva dos Santos afirmaram que Zoe tinha caído da cama, mas os médicos desconfiaram de maus-tratos porque os ferimentos eram incompatíveis com o relato. Agentes do 20º BPM (Mesquita) foram acionados e levaram mãe e padrasto para a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Após análise do caso, o padrasto foi autuado por feminicídio, e a mãe vai responder por maus-tratos com resultado morte. A Polícia Civil informou que pediu a conversão das prisões em flagrante para preventiva. A delegacia não informou o que o casal disse em defesa. Hospital Geral de Nova Iguaçu, ou Hospital da Posse Rafael Nascimento/g1 Testemunha relata agressões De acordo com a DHBF, exames periciais indicaram lesões antigas e recentes, incluindo traumatismo craniano, compatíveis com agressões sucessivas. Ainda segundo os agentes, Zoe era espancada dentro de casa. Durante a perícia, foram encontrados vestígios de sangue na cama da criança e marcas em um interruptor de luz. Um vizinho relatou que os maus-tratos eram frequentes e que já havia feito denúncias. “Acontecia frequentemente, todo dia a criança apanhava. Denunciei todas as vezes, liguei para a polícia, e ninguém nunca fez nada. Muito triste, revoltante”, disse. Segundo o morador, uma vez a criança apanhou porque fez cocô na calça. Ele chegou a gravar um vídeo das agressões. “Deu para ouvir nitidamente eles reclamando do cheiro e batendo na criança, tanto o padrasto quanto a mãe”, declarou.