Após morte de aposentada, MP vai investigar suspeita de erro médico em hospital particular
Nadir Nazaré Gomes de Souza, de 84 anos, morreu após insuficiência cardíaca Arquivo pessoal Após a morte da professora aposentada Nadir Nazaré Gomes de So...
Nadir Nazaré Gomes de Souza, de 84 anos, morreu após insuficiência cardíaca Arquivo pessoal Após a morte da professora aposentada Nadir Nazaré Gomes de Souza, de 84 anos, após um quadro de insuficiência cardíaca no último dia 22, o Ministério Público do Acre (MP-AC) instaurou um procedimento para apurar suposto excesso na dosagem da medicação aplicada à idosa durante internação em um hospital da Unimed Rio Branco. O g1 entrou em contato com a empresa e aguarda retorno. 👉 Contexto: O filho de Nadir, Sérgio Roberto Gomes de Souza, acusa a Unimed de negligência médica devido a erro na reposição de sódio aplicada à mulher. Ela teve piora no quadro após a aplicação e a família decidiu mudá-la de unidade e ela morreu no novo local aonde foi levada. À época, o hospital disse que não comentaria sobre o caso. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Conforme publicado no Diário Eletrônico do MP de terça-feira (27), o órgão soube do fato através da repercussão na mídia, e as informações levaram os promotores a crer que a vítima se encontrava em condição de vulnerabilidade, apontando ainda, para a possibilidade de falha médica. "A abertura de procedimento visa esclarecer a dinâmica dos fatos, a regularidade da conduta profissional e a eventual configuração de ilícito penal", afirma o texto. Ainda conforme o MP, os dados preliminares apontam a necessidade de investigação criminal para verificar a veracidade entre a medição aplicada e o óbito, com o intuito de delimitar se houve conduta culposa ou dolosa, para assim, individualizar os possíveis responsáveis. O caso será investigado pelo promotor Ildon Maximiano Peres Neto. LEIA MAIS: Família acusa hospital particular de negligência após morte de professora aposentada no Acre Mãe acusa hospital de negligência em morte de gêmeos prematuros no AC: 'a gente não sabe a quem recorrer' Servidora filma adolescente de 14 anos antes do parto e polícia investiga o caso no interior do Acre Para o filho da idosa, a sensação é de alivio em meio ao momento de luto e dor com a perda da mãe. "O sentimento é que as instituições estão funcionando em defesa das pessoas, o que nos dá segurança e respaldo na busca por direitos e por justiça", disse. Ainda segundo o professor, a família pretende ingressar uma ação civil contra a Unimed Rio Branco. "Protocolamos a solicitação com os documentos usados no atendimento. Faremos a ação assim que recebermos os dados da minha mãe, que serão enviados no prazo de cinco dias úteis", explicou. ‘Faz Bem’: especialista alerta sobre artrite e artrose em qualquer idade Relembre o caso Sergio Roberto, filho da professora Nadir Nazaré, acusa hospital particular de erro médico que levou à morte dela Arquivo pessoal Nadir Nazaré foi internada no dia 11 de janeiro para tratar um problema de artrose. O filho dela disse que uma avaliação médica recomendou que a idosa fizesse a reposição de sódio, contudo, ele alegou que a falta de monitoramento adequado contribuiu para a morte da vítima. “Ela tinha uma concentração de 115mEq/L [miliequivalente por litro, medida médica] , abaixo da média indicada de 136, como comprovado nos exames. Fez a primeira parte da reposição, mas na segunda, a infusão que era para durar mais oito horas foi aplicada em 1h30. Laudos apontam que minha mãe faleceu por excesso de sódio no organismo”, relatou. O professor ainda alegou que exames atestaram que o coração da idosa chegou a marcar 178 batimentos por minuto. Com os batimentos acelerados, Nadir teve a primeira parada cardíaca e foi enviada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde chegou a ser intubada. Com a piora, a família decidiu tirá-la do hospital e ela chegou a ser transferida para outras duas unidades. No segundo local aonde foi levada após a Unimed, sofreu a segunda parada cardíaca e faleceu. "Entrou para fazer uma infusão de sódio que não teve nenhum monitoramento e terminou dentro de um caixão”, lamentou. VÍDEOS: g1