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Ações europeias sobem com a onda de alívio após o cessar-fogo no Oriente Médio

Mediação de cessar-fogo entre Irã e Israel teve Paquistão como elemento chave As ações europeias subiram mais de 3% nesta quarta-feira (8), após uma tré...

Ações europeias sobem com a onda de alívio após o cessar-fogo no Oriente Médio
Ações europeias sobem com a onda de alívio após o cessar-fogo no Oriente Médio (Foto: Reprodução)

Mediação de cessar-fogo entre Irã e Israel teve Paquistão como elemento chave As ações europeias subiram mais de 3% nesta quarta-feira (8), após uma trégua de duas semanas no Oriente Médio desencadear um rali de alívio nos mercados globais, aumentando as esperanças de que o fluxo de petróleo e gás pelo Estreito de Hormuz possa ser retomado em breve. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 no WhatsApp O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 3,6%, para 611,73 pontos às 07h13 GMT, caminhando para sua melhor sessão em um ano, caso o ritmo atual se mantenha. Os mercados regionais também acompanharam o movimento: o DAX da Alemanha subiu 4,6%, enquanto o FTSE 100 de Londres avançou 2,3%. A reação foi imediata após o presidente dos EUA, Donald Trump, concordar com uma trégua de duas semanas com o Irã, menos de duas horas antes do prazo dado a Teerã para reabrir o Estreito de Hormuz — por onde transita 20% do petróleo mundial — ou enfrentar ataques devastadores à sua infraestrutura civil. Além do alívio imediato, investidores aguardam para ver se a trégua pode abrir caminho para uma resolução duradoura. Os mercados de energia também reagiram rapidamente: os futuros do Brent caíram 15%, ficando abaixo de US$ 100 por barril, trazendo algum alívio após semanas de preços elevados. Operador na Bolsa de Valores de Frankfurt, na Alemanha. Ralph Orlowski/Reuters As ações europeias vinham sob forte pressão desde o início da campanha militar EUA-Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, com a dependência do continente de importações de petróleo pelo estreito bloqueado ampliando os impactos. Setores ligados a viagens, indústria e bancos avançaram entre 5% e 7%, já que costumam ser os principais beneficiados pela queda nos custos de energia e nos rendimentos dos títulos. Enquanto isso, o setor de energia recuou 4,2%, acompanhando a queda do petróleo. Investidores agora voltam a atenção para os dados de vendas no varejo e preços ao produtor da zona do euro, previstos para mais tarde, que podem oferecer mais pistas sobre o impacto econômico da recente volatilidade nos mercados de energia.