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À espera de um lar: conheça Meg e Ted, os cães que vivem há 4 anos no abrigo de Presidente Prudente

Ted e Meg: conheça os cães que vivem há 4 anos no abrigo de Prudente Entre brincadeiras e carinho, os pets têm o poder de alegrar qualquer casa. Muitos, por...

À espera de um lar: conheça Meg e Ted, os cães que vivem há 4 anos no abrigo de Presidente Prudente
À espera de um lar: conheça Meg e Ted, os cães que vivem há 4 anos no abrigo de Presidente Prudente (Foto: Reprodução)

Ted e Meg: conheça os cães que vivem há 4 anos no abrigo de Prudente Entre brincadeiras e carinho, os pets têm o poder de alegrar qualquer casa. Muitos, porém, passam anos em abrigos esperando por uma família que lhes dê amor, e que eles possam retribuir. Neste sábado (14), Dia Nacional dos Animais, o g1 reforça a importância da adoção responsável e dos cuidados com cães. No abrigo municipal de Presidente Prudente (SP), 49 cães aguardam adoção, incluindo Meg e Ted, que vivem no local há quatro anos. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Meg chegou ainda filhote, junto com os irmãos, e desde então espera por uma família que compreenda seu tempo e sua necessidade de confiança. Por ter convivido apenas com os cuidadores do abrigo, ela é um pouco tímida e precisa de paciência para se adaptar. Conforme informou o abrigo, Meg chegou a ser adotada uma vez, mas retornou ao local, pois a família não entendeu que o processo de integração exige mais do que alguns dias de convivência. Já Ted chegou após sofrer um atropelamento e precisou amputar uma das patas. Apesar da limitação, ele não perde a alegria: corre, brinca e se diverte pelo espaço do abrigo, mostrando que é possível superar desafios com energia e entusiasmo. Interessados em dar um lar e carinho a esses pets podem visitar o abrigo municipal de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, e conhecer todos os animais disponíveis para adoção. A equipe reforça que adotar é mais do que um gesto de carinho: é um ato de responsabilidade que transforma a vida do animal e da família que o acolhe. “A adoção é uma oportunidade de dar amor e receber amor de volta. Cada animal tem sua personalidade, sua história e merece um lar cheio de cuidado”, disse a equipe do abrigo. Meg e Ted vivem há 4 anos no Abrigo Municipal de Presidente Prudente Enzo Mingroni/g1 Initial plugin text O desafio dos 'invisíveis' A história de Meg e Ted não é isolada. No abrigo, o tempo parece passar de forma diferente para os animais sem raça definida (SRD), adultos ou com alguma deficiência. De acordo com o gerente do local, Guilherme Foltran da Silva, de 32 anos, existe um "funil" na adoção: enquanto filhotes saem em poucas semanas, os adultos podem passar a vida inteira esperando. "Os animais adultos, os SRD [sem raça definida] e os que sofreram amputação demoram mais para serem adotados. Mas, por exemplo, já tivemos pitbull, pastor alemão e outros animais de raça que conseguiram adoção mesmo adultos. Os que mais demoram a encontrar um lar são os SRD adultos", explicou Guilherme. Meg e Ted vivem há 4 anos no Abrigo Municipal de Presidente Prudente Enzo Mingroni/g1 Ted, o cãozinho que perdeu uma das patas após um atropelamento, é um exemplo vivo de que a deficiência física não limita a alegria. "Ele é um cachorro animado, ele brinca, faz tudo. Nem parece que ele tem três pernas, porque ele faz tudo", contou o gerente. Tempo do animal Um dos pontos mais críticos abordados pela equipe do abrigo é o tempo de adaptação. Meg, que cresceu no canil, carrega o trauma de ter sido devolvida por ser "tímida demais". Gabriel Pereira, funcionário que cuida diariamente da limpeza e do bem-estar dos animais, relatou ao g1 que Meg se anima quando está dentro da casinha dela, mas se esconde quando sai da zona de conforto. “Nós temos animais aqui que, quando você chega perto da baia, correm lá para o fundo. Por exemplo, esse animal provavelmente não vai conseguir ser adotado, porque não dá para vê-lo. Há alguns que vão ficar muito tempo aqui, porque sofreram espancamento e não confiam nas pessoas. Esses são os que demoram ainda mais para se adaptar", confirmou o gerente sobre o relato de Gabriel. O abrigo oferece um prazo de sete dias para adaptação, mas reforça que, para animais que sofreram maus-tratos ou que nunca viveram em uma casa, o processo pode levar semanas. Meg e Ted vivem há 4 anos no Abrigo Municipal de Presidente Prudente Enzo Mingroni/g1 Adoção responsável Para quem deseja mudar o destino de animais como Meg e Ted, o processo exige cuidado e, principalmente, consciência. Também é necessário ser maior de idade e apresentar documento com foto e comprovante de residência. Além disso, é importante considerar alguns pontos, como: Custos: o tutor deve estar preparado para gastos com ração, vacinas e eventuais medicamentos. Adaptação: se já houver outro animal na casa, a introdução deve ser gradual para evitar ciúmes e brigas. Espaço: o local deve ser seguro e adequado ao porte do animal. Monitoramento: o abrigo realiza visitas pós-adoção para garantir que o animal esteja sendo bem tratado. O Abrigo Municipal de Presidente Prudente funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 16h (com atendimento para adoção em horário administrativo). O local conta com vigilância noturna e uma equipe dedicada a garantir que, enquanto o lar definitivo não chega, Meg, Ted e seus companheiros recebam o respeito que merecem. Por fim, para Guilherme, adotar um animal adulto é um ato de desprendimento que ajuda todo o sistema de proteção. "[O ideal é] As pessoas darem uma chance para os animais adultos também. Eles também precisam de um lar. A gente conseguindo adotar, abrimos vagas para outros abandonados, vítimas de maus-tratos, e que estão precisando de um lugar também”, finalizou. Abrigo Municipal de Presidente Prudente fica localizado na Rodovia Júlio Budisk, na área rural Enzo Mingroni/g1 Abrigo Municipal de Presidente Prudente fica localizado na Rodovia Júlio Budisk, na área rural Enzo Mingroni/g1 Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM